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TabaPay capta US$ 155 mi e quer comprar banco nos EUA

Captação de US$ 155 milhões liderada pela FTV Capital vem junto da intenção de comprar o Transact Bank, de Denver, que vira TabaBank se for aprovado.

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· 4 min

Atualizado em

Foto de Blogging Guide na Unsplash

A TabaPay fechou uma captação de US$ 155 milhões liderada pela FTV Capital e anunciou a intenção de comprar o Transact Bank, banco com sede em Denver e licença federal nos EUA. Se a compra for aprovada, a plataforma de pagamentos passa a ter um banco próprio ao lado da rede de mais de 20 parceiros com que trabalha hoje. Pelo comunicado, o valor reúne capital primário para a empresa e uma operação secundária, em que participações já existentes trocam de mãos.

O Transact Bank é licenciado pelo regulador de bancos nacionais americanos (OCC) e tem depósitos segurados pelo fundo garantidor dos Estados Unidos (FDIC). Pelo comunicado da TabaPay, depois da compra ele passa a se chamar TabaBank e vai operar ao lado da TabaPay sob a TabaHoldings, uma holding bancária registrada agora. O fechamento está previsto para o quarto trimestre de 2026 e depende de aprovação regulatória.

O anúncio da TabaPay, item por item

Item O que o comunicado diz
Captação US$ 155 milhões, liderados pela FTV Capital
Estrutura Capital primário para a empresa mais uma operação secundária
Alvo Transact Bank, de Denver, licenciado pelo OCC e segurado pelo FDIC
Novo nome TabaBank, sob a holding bancária TabaHoldings
Fechamento Previsto para o quarto trimestre de 2026, sujeito a aprovação regulatória

Termos do comunicado de 2 de setembro de 2026. Fonte: Business Wire

O que muda quando a licença bancária é própria

A TabaPay vende infraestrutura de movimentação de dinheiro para fintechs, credores e plataformas. Por uma única interface de programação, a API, ela processa pagamentos e repasses instantâneos em trilhos de cartão e de conta bancária. No comunicado, a empresa afirma estar a caminho de processar mais de US$ 100 bilhões em volume neste ano.

A licença própria mexe na dependência regulatória do modelo. Segundo o Banking Dive, uma licença do OCC daria à TabaPay acesso a serviços do Federal Reserve, entre eles o FedNow e a compensação interbancária (ACH), além da possibilidade de operar sob o arcabouço federal em vez do mosaico de licenças estaduais de transmissão de dinheiro. A reportagem registra que a compra precisa também de aval do Federal Reserve, e não apenas do OCC.

“O lançamento planejado do TabaBank vai trazer as capacidades de pagamentos e de banco para debaixo do mesmo teto, oferecendo aos nossos clientes uma experiência mais integrada e mantendo o trabalho ao lado da nossa rede de bancos parceiros”, disse Rodney Robinson, cofundador e CEO da TabaPay, no comunicado.

A fila de fintechs atrás de licença bancária nos EUA

O anúncio chega num período de reabertura do canal. A PYMNTS escreveu na semana passada sobre o esforço crescente de fintechs para obter licença bancária, depois de o OCC informar ter aprovado nove licenças relevantes nos 90 dias anteriores. O caminho continua estreito: em julho de 2026, o regulador negou o pedido da Wise para virar banco no país, citando falhas de compliance, e o próprio OCC vai tornar públicas as decisões que negam licença a fintechs. Em maio de 2026, a Mercury captou US$ 200 milhões e obteve aval para virar banco.

A TabaPay já ficou pelo caminho numa aquisição. Em 2024, ofereceu US$ 9,7 milhões pelos ativos da Synapse, cerca de um dia depois de a fintech de infraestrutura bancária pedir falência, e semanas mais tarde encerrou o acordo “com base na falha em cumprir as condições de fechamento do contrato de compra”, conforme o Banking Dive. Robert Anderson, sócio da FTV Capital, entrou no conselho da TabaPay como parte da transação.

O que observar

O ponto prático é o desenho da redundância. Plataformas de movimentação de dinheiro que hoje espalham volume entre vários bancos patrocinadores ganham, com licença própria, uma escolha nova: concentrar operação no banco do grupo ou preservar a rede de parceiros que as protege quando um deles sai. Vale acompanhar se contratos de patrocínio bancário mudam de preço e de escopo depois de anúncios desse tipo.

Do lado regulatório, a pergunta é quanto tempo o exame leva e onde ele aperta. Pedidos de licença nos Estados Unidos passam por mais de uma autoridade, e vale acompanhar se o gargalo continua em compliance e controles de risco, em vez de capital. Se o ritmo de aprovações se mantiver, o teste seguinte é se provedores de infraestrutura de pagamento com licença própria sustentam o custo regulatório de um banco enquanto seguem vendendo processamento para terceiros.

Fontes: FinextraBusiness WireBanking DivePYMNTS

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