O Tribunal de Contas da União identificou falhas na tecnologia blockchain escolhida para o Drex, a moeda digital brasileira, em auditoria que apontou problemas de desempenho, escalabilidade e proteção de dados. A avaliação ocorreu enquanto o Banco Central já havia concluído que a arquitetura testada não era viável e anunciado mudanças no projeto.
Blockchain do Drex não atendeu requisitos técnicos
O TCU examinou governança, gestão de riscos e aderência a práticas internacionais na criação do real digital. Segundo a Convergência Digital, embora o Tribunal tenha reconhecido que o Banco Central estruturou o projeto com base em padrões compatíveis, a tecnologia de registro distribuído em teste não comprovou capacidade de atender aos requisitos necessários.
A arquitetura baseada na Ethereum Virtual Machine, com uso do Hyperledger Besu, foi testada por quatro anos sem resultados satisfatórios. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, informou em dezembro que a autoridade monetária decidiu rever o modelo após constatar sua inadequação. Ele afirmou que existem alternativas tecnológicas capazes de viabilizar uma rede para ativos tokenizados com certificação, segurança e liquidez de forma mais simples.








