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Totvs integra crédito ao ERP e prepara conta digital

Joint venture com Itaú encerrou 2025 com carteira de R$ 2,49 bi e originação de R$ 13,2 bi. Conta digital e hot money no roadmap.

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Atualizado em

Foto: Divulgação

A Techfin, joint venture da Totvs com o Itaú Unibanco, integrou três produtos de crédito ao sistema de ERP Protheus e prepara o lançamento de conta digital, rendimento de saldo e hot money até o fim do ano. A operação encerrou 2025 com carteira líquida de crédito de R$ 2,49 bilhões e originação de R$ 13,2 bilhões no ano, tornando-se a terceira maior unidade de negócios da Totvs.

Techfin (Totvs + Itaú) em números

Indicador 2025 Valor
Carteira líquida de crédito R$ 2,49 bi
Originação no ano R$ 13,2 bi
Receita líquida de crédito R$ 350,2 mi (+13,9% vs 2024)
Mercado endereçável vs software 30x maior

Fonte: Bloomberg Línea

Do ERP à conta digital: o roadmap do “banco dentro do software”

“Este ano tem sido um marco transformacional porque nós, de fato, integramos três produtos importantes de crédito dentro do Protheus. Isso é muito disruptivo”, disse Mauro Wulkan, CEO da Techfin ERP Finance, à Bloomberg Línea. Capital de giro, antecipação de recebíveis e maior prazo já operam dentro do ERP, com a jornada do cliente nascendo conciliada. No cronograma de lançamentos, a conta digital deve chegar ainda no primeiro semestre, seguida por rendimento de saldo até dezembro e uma linha de hot money para cobrir necessidades imediatas de caixa.

O perfil preferencial são empresas com receita entre R$ 100 milhões e R$ 1 bilhão, identificadas por análise de propensão ao uso a partir de dados de gestão do ERP. Dennis Herszkowicz, CEO da Totvs, vê na conta digital o caminho para gerar principalidade bancária: “Esse vínculo, seja com pagamento de tributo, aplicação financeira, seja com taxa de juros competitiva, faz com que o empresário nos veja como um meio para essa principalidade.” A aquisição da Linx por R$ 3,05 bilhões, concluída em março, amplia a superfície de cross-sell da Techfin para o varejo. Herszkowicz reconhece que a tese de embedded finance em bases proprietárias já provou viabilidade em outros setores, e que o varejo “é um dos que mais precisa de serviço bancário”.

O que observar

A tese de embedded finance dentro de ERPs opera com uma vantagem estrutural rara: acesso contínuo aos dados de gestão do cliente. Enquanto a maioria dos provedores de crédito corporativo depende de balanços defasados, a integração com software de gestão permite leitura em tempo real de fluxo de caixa, recebíveis e compromissos. A questão é se essa vantagem de dados se traduz em inadimplência materialmente menor, justificando spreads mais competitivos. A ambição de reunir 80% dos produtos bancários mais demandados, combinada com uma base de varejo recém-adquirida, coloca joint ventures desse tipo em rota para disputar principalidade bancária com incumbentes no segmento de PMEs. O teste concreto virá com a conta digital: sem ela, o braço financeiro é fornecedor de crédito; com ela, passa a competir pelo relacionamento primário.

Fontes: Bloomberg LíneaLet’s MoneyLet’s Money

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