O Grupo Teddy Open Finance registrou no primeiro trimestre de 2026 faturamento de R$ 56,2 milhões, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025, e lucro bruto de R$ 14,5 milhões, alta de 93%, em resultados divulgados pela empresa na terça-feira (20 de maio).
Teddy Open Finance: 1T26 vs 1T25
| Métrica |
1T26 |
Variação YoY |
| Faturamento |
R$ 56,2 milhões |
+136,7% |
| Lucro bruto |
R$ 14,5 milhões |
+93% |
| Crédito contratado |
R$ 1,1 bilhão |
+56% |
| Clientes no trimestre |
+140 mil |
n/d |
Resultados autodeclarados do 1T26. Fonte: Repórter Maceió
R$ 1,1 bilhão em crédito contratado no trimestre
A plataforma do Teddy Open Finance movimentou R$ 10,8 bilhões em originação de crédito no 1T26, dos quais R$ 1,1 bilhão foram efetivamente contratados, um avanço de 56% em relação ao 1T25. Os R$ 10,8 bilhões representam o volume total de operações analisadas pela plataforma, enquanto o R$ 1,1 bilhão é o crédito que chegou à contratação pelos 140 mil clientes que acessaram o ecossistema no período.
A carteira contratada tem três frentes: crédito consignado, com R$ 670 milhões (63% do total), crédito imobiliário com R$ 200 milhões (19%) e consórcios com R$ 200 milhões (18%). A diversificação ampliou após a aquisição da ConKey e o lançamento da vertical de consórcios, no ano anterior, que integrou IA ao processo de análise e distribuição.
Conselho estratégico e integração de marcas
Wagner Ferreira, fundador e CEO do grupo, afirmou que os resultados evidenciam um novo patamar de escala e eficiência, com integração entre tecnologia, governança e equipe de vendas capilarizada. O grupo formalizou o The Advisory Board (TAB), conselho de especialistas voltado a posicionamento estratégico, governança, marketing e inovação, com foco em aumentar a credibilidade perante bancos e investidores.
A empresa opera com uma base de 11 milhões de CPFs em seu sistema e 35 mil usuários ativos na plataforma. Para 2026, o foco declarado é integrar as marcas adquiridas, incluindo o Consig 360, e avançar na aplicação de inteligência artificial na jornada de crédito via Open Finance, da análise à contratação digital.
O que observar
Os resultados são autodeclarados por uma empresa de capital fechado, sem auditoria independente publicada. A métrica de originação de R$ 10,8 bilhões reflete o volume analisado pela plataforma, não o crédito que chegou a ser contratado, distinção importante para leitura dos indicadores. A taxa de conversão de originação para contratação de 10% é um parâmetro relevante para monitorar à medida que a base de clientes cresce, pois a queda nesse índice pode indicar deterioração na qualidade do funil ou aumento na seletividade dos parceiros bancários.
A formação de um conselho assessor (advisory board) em conjunto com expansão de faturamento e lucro é um sinal típico de preparação para captação de capital externo ou rodada de crescimento. Vale acompanhar se plataformas de distribuição de crédito com esse perfil de escala conseguem sustentar a taxa de crescimento no faturamento além do primeiro trimestre, especialmente em mercados como consignado e imobiliário, que têm dinâmicas de volume sensíveis à política de juros.
Fontes: Repórter Maceió • Let’s Money • Let’s Money