Eduardo de Brida Alves e Thomas Machado. Foto: Divulgação
A Teller colocou no ar a primeira jornada de pagamento agêntico via Pix do Brasil. A fintech, fundada por Eduardo de Brida Alves e Thomas Machado, saiu de stealth no último mês e é o primeiro parceiro a implementar em produção o MCP (Model Context Protocol) de pagamentos agênticos doIniciador, lançado em 21 de maio. A integração foi concluída em apenas uma semana.
A proposta da Teller é tirar das pessoas o peso de organizar e gerir as próprias finanças, e o time aposta em IA agêntica como solução. “Cuidar do nosso dinheiro se tornou complexo demais. Requer tempo, conhecimento e disciplina que nenhum de nós tem. E aí acabamos deixando de lado. A Teller existe para que qualquer pessoa tenha os melhores resultados financeiros possíveis sem nenhum esforço”, afirma Eduardo de Brida Alves, CEO e cofundador da Teller.
Como funciona o agente da Teller
Na prática, o agente conecta as contas do usuário via Open Finance, categoriza gastos automaticamente, responde perguntas sobre a vida financeira, monta planos personalizados e realiza transações financeiras. Mover dinheiro, e não só recomendar, é o que diferencia a proposta.
“Organizar, planejar e orientar é o começo. Mas o que muda de verdade é quando o agente consegue também movimentar dinheiro. Porque aí dá pra resolver o problema inteiro, não só recomendar o que fazer, mas garantir que aconteça. E a infraestrutura do Iniciador acelerou muito a nossa capacidade de oferecer isso de forma segura e regulada”, afirma Eduardo.
O Iniciadorlidera a iniciação de pagamentos no Open Finance brasileiro: 1 a cada 3 transações iniciadas no ecossistema passa pela sua infraestrutura. Até recentemente, não existia uma forma padronizada para que um agente de IA pudesse iniciar um pagamento dentro dos trilhos regulados do Open Finance. O Iniciador resolveu isso com o primeiroMCP (Model Context Protocol) de pagamentos agênticos via Pix no país, que permite a agentes de IA executar pagamentos com segurança, sempre com autenticação biométrica do usuário.
O resultado já está no ar: o agente da Teller executa transferências sobre a infraestrutura do Iniciador para implementar as sugestões que faz aos usuários. “A Teller foi o primeiro parceiro a implementar nosso MCP de pagamentos agênticos, com o produto no ar em apenas uma semana. Tem sido muito satisfatório apoiá-los estrategicamente sendo a camada invisível que viabilizou essa nova experiência dentro do fluxo agêntico”, afirma Marcelo Martins, CEO e cofundador do Iniciador.
Agente de IA como novo canal bancário
Segundo o Global Banking Annual Review 2025 da McKinsey, agentes de IA devem se tornar um novo canal bancário nos próximos anos, com consumidores delegando parte da gestão financeira para eles. A Teller e o Iniciador são os pioneiros dessa transformação no Brasil.
O que observar
Três frentes definem o tamanho dessa transformação. Primeiro, se outros agentes financeiros adotam o MCP como protocolo padrão ou se cada fintech monta o próprio trilho de execução. Segundo, se biometria somada a consentimento de Open Finance basta como barreira diante de fluxos agênticos crescentes. Terceiro, se bancos incumbentes lançam camadas conversacionais próprias ou aceitam virar rails operadas por agentes de terceiros.