O Tesouro dos EUA aproveitou a primeira audiência pública do USTR sobre comércio digital brasileiro, nesta segunda-feira (6), para levantar uma hipótese pouco esperada: uma futura integração com o Pix, e o ganho que os americanos teriam com ela. A pergunta veio de uma funcionária do Tesouro americano, no único painel dedicado à rede de pagamentos instantâneos do Banco Central.
A audiência do USTR sobre o Pix
| Ponto | O que ocorreu |
|---|---|
| Painéis sobre o Pix | 1 de 7, em dois dias de debates |
| Defesa brasileira | Gustavo Pessoa (FGV) e Vinícius Nunes Pinto |
| Pergunta do Tesouro dos EUA | Que ganho o país teria ao integrar-se ao Pix |
| Sugestão brasileira | Ligar o Pix ao FedNow |
Depoimentos na audiência pública do USTR, em 6 de julho de 2026. Fonte: Valor Econômico
Como o Pix chegou ao painel do USTR
De sete painéis realizados em dois dias, só um tratou da rede operada pelo Banco Central. A defesa ficou a cargo do professor da FGV Gustavo Pessoa, que viajou a Washington para depor, ao lado do executivo Vinícius Nunes Pinto, com passagem pela indústria de pagamentos. O pano de fundo é a investigação aberta no mês passado, quando o USTR alegou que as regras brasileiras favorecem o sistema público em detrimento de empresas americanas de pagamento e considerou injusto o tratamento reservado ao Pix.
Pessoa descreveu um clima “razoável e aberto”, em que as divergências apareciam dentro de cada painel. Ao rebater a acusação de concorrência desleal, ele lembrou que o número de cartões de crédito emitidos no país dobrou após a chegada do Pix, efeito da inclusão financeira, e que uma das maiores carteiras digitais do mercado já é a principal iniciadora de transações no sistema. Pinto resumiu que, para ele, o Pix “destravou uma nova fase” no país, e disse ter evitado o assunto das tarifas para se ater a argumentos técnicos.








