A Tether acionou o Tribunal de Justiça de São Paulo para recuperar US$ 300 milhões que teria emprestado à Titan Holding, empresa offshore de Daniel Vorcaro no Cayman vinculada ao Banco Master, com a carteira de crédito consignado da instituição como garantia, segundo reportagem do InvestNews baseada em informações do Estadão.
Tether x Titan Holding: dados do processo
| Dado | Detalhe |
|---|---|
| Valor emprestado | US$ 300 mi (~R$ 1,5 bi) |
| 1º aporte | 28 mar 2025 (mesmo dia do anúncio BRB-Master) |
| 2º aporte | Início de abril de 2025 |
| Vencimento contratual | 12 meses (mar 2026) |
| Dívida com juros | ~R$ 1,64 bi (cálculo da Tether) |
| Garantia | Carteira de consignado do Banco Master |
| Processo | TJSP, maio de 2026 |
Fonte: InvestNews / Exame
O empréstimo e a garantia
Segundo a petição, o primeiro aporte teria sido transferido em 28 de março de 2025, o mesmo dia em que o BRB anunciou a intenção de comprar o Master. O segundo viria dias depois, no início de abril. A Tether alega que liberou os recursos porque, à época, não havia indícios de irregularidades na operação. A Titan Holding, aberta por Vorcaro nas Ilhas Cayman e posteriormente transferida a outros executivos do banco, deveria devolver os valores em até 12 meses com juros; a dívida já estaria em torno de R$ 1,64 bilhão nos cálculos da própria Tether.
Como garantia, o Banco Master teria vinculado ao contrato sua carteira de crédito consignado: em caso de inadimplência, a Tether receberia os fluxos financeiros dessas operações. O colateral incluía contratos do Credcesta, linha de empréstimos voltada a aposentados e servidores públicos que se expandiu na Bahia em meio a reclamações de fraudes. Parte dessa mesma carteira integrava o portfólio de consignados considerado irregular vendido ao BRB no ano passado, operação que impulsionou as investigações contra o banco e Vorcaro.








