Ir para o conteúdo

Alta rendaFintech · EUA

UBS entra na briga por clientes de alta renda nos EUA

UBS recebeu licença de banco nacional nos EUA e vai oferecer conta, poupança e crédito à alta renda, disputa que Itaú e Nubank travam no Brasil.

por

· 3 min

Atualizado em

REUTERS/Arnd Wiegmann

O UBS vai passar a oferecer serviços bancários do dia a dia, como conta corrente, poupança e crédito, a clientes de alta renda nos Estados Unidos. O movimento coloca o banco suíço na mesma disputa que, no Brasil, já opõe Itaú, Bradesco, Nubank e PicPay pelo cliente de maior renda.

A corrida dos bancos dos EUA pela alta renda

Banco Movimento
UBS Licença nacional (mar/2026); vai oferecer conta, poupança e crédito à alta renda
JPMorgan Acelera centros financeiros para afluentes, mira 31 unidades até o fim de 2026
Citi Foca cartões em afluentes; fatia com renda acima de US$ 150 mil subiu +600 pontos-base desde 2022

Movimentos de bancos dos EUA na disputa por clientes de alta renda. Fonte: PYMNTS

O que a licença destrava

A jogada só é possível porque o UBS recebeu, em março de 2026, uma licença de banco nacional do órgão que regula os bancos federais nos EUA. Antes disso, o banco operava com licença estadual e seus clientes de gestão de patrimônio precisavam recorrer a outras instituições para o dia a dia, mesmo confiando ao UBS os investimentos. Com a nova licença, o banco pode ampliar o público que atende e a gama de produtos, de conta e poupança a hipotecas e outras linhas de crédito.

“Agora vamos competir de igual para igual oferecendo o banco do dia a dia, os recursos-chave que nossos clientes já têm hoje, muitos deles em um concorrente”, disse Brian Carlin, chefe de banking da área de gestão de patrimônio do UBS nos EUA, em vídeo publicado no LinkedIn (em tradução livre). Segundo reportagem do Financial Times, o banco deve abrir contas para funcionários americanos já em dezembro de 2026, para testar preços e produtos, antes de estender a oferta aos clientes de patrimônio a partir de meados de 2027. A licença coloca o UBS mais perto de rivais de Wall Street como Morgan Stanley e Bank of America.

A mesma corrida chega ao Brasil

O pano de fundo não é exclusivo dos EUA. Aqui, a briga pelo cliente de alta renda virou uma das disputas centrais do varejo bancário. O Itaú mira a alta renda latina nos próprios EUA, o Bradesco reforçou o segmento Principal e as fintechs criaram trilhas dedicadas, de Ultravioleta e Roxinho, do Nubank, ao Epic do PicPay para a alta renda self-made. A lógica é a mesma que move o UBS: o cliente que concentra investimento e conta corrente na mesma casa é mais rentável e mais difícil de perder.

O que observar

O prêmio da disputa é o cross-sell: quem já cuida do patrimônio de um cliente afluente tenta trazer também a conta do dia a dia, e vice-versa. A pergunta que fica é se casas historicamente focadas em gestão de patrimônio conseguem entregar a experiência de banco cotidiano, área em que bancos de varejo e fintechs acumularam anos de vantagem em produto e atendimento digital.

Vale acompanhar o ator mais impactado: as instituições de gestão de patrimônio sem operação bancária completa. Se a régua do cliente de alta renda passar a incluir conta, crédito e investimento no mesmo lugar, o teste será se elas conseguem montar essa camada bancária sem diluir a margem, ou se a disputa acelera parcerias e aquisições para cobrir a lacuna num prazo curto.

Fontes: PYMNTSLet’s MoneyLet’s Money

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.