A fintech Ume captou R$ 500 milhões em fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) para irrigar crédito no varejo. A operação, estruturada e gerida pela Milenio Capital, teve como investidores Itaú, Bradesco, XP (Augme), Verde e Credit Saison, e mais que triplicou o FIDC de R$ 150 milhões que a empresa havia montado no início do ano.
A nova captação da Ume em FIDCs
| Item | Detalhe |
|---|---|
| FIDC do início do ano | R$ 150 milhões |
| Nova captação | R$ 500 milhões |
| Estruturação e gestão | Milenio Capital |
| Investidores | Itaú, Bradesco, XP (Augme), Milenio, Verde, Credit Saison |
| Uso | Crédito no varejo via trilhos do Pix |
Captação de R$ 500 milhões em FIDCs da Ume. Fonte: Valor Econômico
Como a Ume monta o crédito no varejo
Criada em 2019, a fintech opera como uma linha rotativa que o próprio lojista oferece ao cliente na hora da compra. A liquidação corre sobre o Pix, e o desenho deixa o comerciante embolsar o ganho financeiro do parcelamento, receita que no arranjo tradicional acaba capturada pelos bancos. O alvo é a ponta do balcão, onde quem vende concede o crédito mas quase nunca fica com a margem, um território que outras casas vêm disputando, como mostra o avanço de plataformas que replicam o crédito embarcado no e-commerce.
“Iniciamos o ano com um FIDC de R$ 150 milhões e a forte demanda dos parceiros acelerou essa nova captação de R$ 500 milhões. Este recurso fortalece diretamente o varejo brasileiro em um momento difícil para o setor, marcado por juros elevados e incertezas econômicas”, declarou Theo Ramalho, um dos fundadores da empresa, em comunicado. A companhia também tem um pedigree técnico peculiar na cúpula: a área de tecnologia é liderada pelo pai do fundador Berthier Ribeiro, um engenheiro que dirigiu durante anos a operação do Google no país antes de migrar para a fintech.








