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UnblockPay levanta seed com gestoras globais para stablecoins no Brasil

Fintech de ex-executivos de Stone opera API de pagamentos via stablecoin e e avaliada em R$ 105 milhoes. Volume de tether no Brasil triplicou em um ano.

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· 2 min

Atualizado em

Fabio Thielle, Lucca Freire e Pedro Henrique Campo

A UnblockPay, fintech brasileira de pagamentos internacionais via stablecoins, está finalizando uma rodada seed de US$ 4,5 milhões que avalia a empresa em R$ 105 milhões. Fundada por ex-executivos de Stone e NG.Cash, a startup opera uma API que converte stablecoins em moeda local instantaneamente e já atende clientes como o Mercado Bitcoin.

COMO FUNCIONA: PAGAMENTO VIA STABLECOIN

Etapa O que acontece
1. Entrada Remetente envia reais via sistema local
2. Conversão API UnblockPay converte para stablecoin (USDT/USDC)
3. Trânsito Stablecoin viaja pela blockchain (settlement em minutos)
4. Saída Destinatário recebe em moeda local (dólar, peso)

Fonte: Brazil Journal, NeoFeed

O time por trás da tese

A UnblockPay foi fundada por Lucca Freire (CEO, ex-Stone e ex-NG.Cash), Fabio Thiele (COO, ex-M&A do BNP Paribas) e Pedro Henrique Braz (CTO, ex-Stone e ex-Trampolin). O trio tem histórico conectado: antes da UnblockPay, Braz e Freire construíram a Trampolin, plataforma de banking-as-a-service adquirida pela Stone em 2021. A origem da startup remonta a um projeto acadêmico na PUC-Rio.

A rodada anterior, um pre-seed de R$ 3 milhões, teve aporte da Alliance, descrita como a maior aceleradora cripto do mundo, mais dois investidores-anjo. O NeoFeed apurou que a rodada seed avalia a empresa em R$ 105 milhões, com gestoras internacionais entre os investidores. A startup já opera no Brasil, México e Colômbia.

Stablecoins como infraestrutura de pagamentos

A tese da UnblockPay se apoia numa tendência de mercado: o volume negociado de tether (USDT) no Brasil atingiu US$ 1,6 bilhão mensal, o triplo na comparação anual. A empresa se posiciona como infraestrutura invisível, o que chama de “BaaS para stablecoins”, oferecendo API para que corretoras de câmbio, correspondentes cambiais e pequenos bancos integrem pagamentos internacionais via cripto sem precisar construir a infraestrutura.

O modelo encontra paralelos globais. A Mastercard pagou US$ 1,8 bilhão pela BVNK para operar stablecoins em escala, o PayPal expandiu sua stablecoin PYUSD para 70 países e o Bradesco avança em custódia cripto e stablecoins. A regulação de stablecoins pelo Banco Central, esperada para os próximos meses, é a peça que falta para institucionalizar o modelo no Brasil.

O que observar

A combinação de equipe com experiência em pagamentos (Stone) e infraestrutura bancária (Trampolin/BaaS) com capital internacional sinaliza que o mercado de stablecoins para pagamentos cross-border está saindo da fase de experimentação.

A questão regulatória é determinante: Se a regulação criar um arcabouço claro para conversão stablecoin-fiat em operações comerciais, fintechs que já operam a infraestrutura de API podem capturar volume rapidamente de corretoras e correspondentes cambiais que hoje dependem de trilhos bancários tradicionais para remessas. O prazo da regulação define se 2026 será o ano em que stablecoins de fato entram no fluxo de pagamentos do Brasil ou se a tese permanece restrita ao mercado cripto.

Fontes: NeoFeedBrazil JournalTimes BrasilLet’s Money

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