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Unicred elege Daniel Ely como novo CEO

Daniel Ely, ex-VP da Randoncorp, assume o quarto maior sistema de cooperativas do Brasil com R$ 36 bilhões em ativos e 380 mil cooperados.

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· 2 min

Atualizado em

Daniel Martin Ely / Foto: Divulgação

Daniel Martin Ely, ex-vice-presidente executivo da Randoncorp, foi eleito CEO da Unicred, o quarto maior sistema de cooperativas de crédito do Brasil. A troca de comando sinaliza continuidade no processo de transformação digital de uma operação com R$ 36 bilhões em ativos e mais de 380 mil cooperados.

Unicred em números

Ativos R$ 36 bilhões
Carteira de crédito R$ 19 bilhões
Agências 369+
Cooperados 380 mil+
Foco Ecossistema de saúde
Fundação 1989 (médicos do RS)

Fonte: Portal do Cooperativismo Financeiro

Quem é o novo CEO da Unicred

Ely construiu carreira em posições de liderança ligadas a estratégia, inovação e transformação. Além da vice-presidência executiva da Randoncorp, foi COO da Rands, braço financeiro do grupo, e liderou operações na Argentina e nos Estados Unidos por cinco anos. Também atuou como CTO (Chief Transformation Officer), liderando o processo de transformação cultural e digital da companhia.

A transição, que sucede Vladimir Duarte, foi estruturada ao longo de meses para manter o andamento das iniciativas já em curso. “Recebo essa responsabilidade com confiança e senso de continuidade. Meu compromisso será o de contribuir para esse próximo passo, respeitando essa trajetória e ajudando a preparar a instituição para o futuro”, disse Ely em nota.

A Unicred, fundada em 1989 por médicos do Rio Grande do Sul, mantém foco no ecossistema de saúde e opera com R$ 19 bilhões em carteira de crédito distribuídos em mais de 369 agências. A cooperativa já vinha investindo em modernização: adotou inteligência artificial para transformar produtos e serviços, reduzindo processos internos de até 50 dias para 5 dias, como detalhou Matheus Casanova, Head de Inovação e IA, ao podcast Let’s Money em 2024.

O que observar

A contratação de um executivo de transformação digital para liderar uma cooperativa de crédito reflete uma tendência entre os grandes sistemas cooperativos brasileiros. Cooperativas com foco em nichos profissionais, como saúde, competem por ticket médio elevado e precisam de personalização e eficiência digital para reter cooperados que recebem ofertas agressivas de bancos e fintechs. A chegada de um perfil com experiência em CTO e operações internacionais sinaliza que a disputa por esses cooperados exige capacidades que vão além do modelo tradicional de gestão cooperativa.

Vale acompanhar se a chegada de líderes com experiência em transformação cultural e digital acelera a agenda de modernização que cooperativas de crédito já sinalizaram. A profissionalização da gestão com executivos vindos do setor industrial é um sinal de maturidade que pode redefinir a competição por cooperados de maior ticket, especialmente em nichos como saúde e profissionais liberais.

Fontes: Valor EconômicoPortal do Cooperativismo FinanceiroLet’s Money PodcastLet’s Money

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