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TokenizaçãoInternacional · Blockchain

UniCredit compra 16% da BlockInvest para tokenizar ativos

Banco italiano paga € 4 milhões por fatia de 16% na fintech de tokenização BlockInvest. Parceria já produziu primeiro minibond digital da Itália.

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Shutterstock

O UniCredit investiu € 4 milhões para adquirir 16% da BlockInvest, fintech italiana especializada em tokenização de ativos financeiros em blockchain pública. O aporte consolida uma parceria que já entregou o primeiro minibond digital e a primeira nota estruturada tokenizada da Itália, e sinaliza a ambição do banco de exportar soluções on-chain para seus principais mercados europeus.

UniCredit + BlockInvest: operações em blockchain

Operação Detalhe
Minibond digital (dez/2025) € 5 mi, E4 Computer Engineering, Polygon PoS
Nota estruturada tokenizada (dez/2025) Segmento wealth, capital protegido, Euribor 3M
Investimento estratégico (abr/2026) € 4 mi por 16% da BlockInvest

Operações de tokenização do UniCredit com BlockInvest. Fontes: Finextra, Ledger Insights

Da parceria ao investimento

A relação entre as duas empresas começou em dezembro de 2025 com duas operações inéditas na Itália. A primeira foi um minibond de € 5 milhões emitido para a E4 Computer Engineering na blockchain Polygon PoS, com garantia de 50% da SACE e coparticipação da Cassa Depositi e Prestiti. Na mesma semana, veio a primeira nota estruturada tokenizada do país, voltada ao segmento wealth, com proteção de capital e retorno indexado à Euribor 3M.

Ambas as operações usaram a plataforma da BlockInvest e o registro digital operado pela Weltix, em conformidade com o Decreto FinTech italiano. “Estamos diante de uma mudança de paradigma em que a inovação tecnológica não é mais um elemento acessório, mas a própria espinha dorsal do mercado”, disse Lorenzo Rigatti, CEO e cofundador da BlockInvest.

Corrida global pela tokenização

O investimento do UniCredit acompanha um movimento global de grandes bancos em direção a ativos digitais. Nos últimos meses, o Citi expandiu sua operação de tokenização para euros e Irlanda, enquanto o HSBC levou depósitos tokenizados aos Estados Unidos. A BlockInvest, sediada em Milão, opera como plataforma SaaS que permite a emissão nativa de instrumentos financeiros digitais em blockchains compatíveis com EVM.

O objetivo declarado do UniCredit é usar a infraestrutura da BlockInvest como padrão de interoperabilidade para ativos digitais em escala europeia, exportando as soluções tokenizadas para os principais mercados do grupo. Segundo o banco, o mercado global de finanças on-chain representa uma oportunidade estimada em € 18 trilhões até 2033.

O que observar

O teste real para bancos europeus que investem em infraestrutura de tokenização será a interoperabilidade entre jurisdições. Cada país tem seu próprio marco regulatório para ativos digitais, e a capacidade de liquidar instrumentos tokenizados de forma transfronteiriça ainda depende de acordos bilaterais e registros reconhecidos mutuamente. Se a emissão nativa em blockchain pública se consolidar como padrão, o tempo de liquidação próximo de zero e a rastreabilidade granular podem redesenhar a cadeia de custódia de títulos de renda fixa na Europa, comprimindo custos operacionais que hoje envolvem múltiplos intermediários.

Fontes: FinextraLedger InsightsBlockInvest

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