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Visa testa stablecoin privada com Brale na Canton Network

Visa testa POC com Brale na Canton Network usando a stablecoin SBC para liquidação institucional com privacidade; piloto cobre 9 blockchains.

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· 3 min

Atualizado em

Sundry Photography / Shutterstock.com

A Visa iniciou nesta quinta-feira uma prova de conceito com a Brale na Canton Network, rede permissionada apoiada por JPMorgan, Goldman Sachs, BNP Paribas e DTCC. O foco é testar se a liquidação institucional em blockchain consegue preservar a privacidade de partes, posições e fluxos, com uso da stablecoin SBC, lastreada em dólar e emitida pela Brale.

O piloto de stablecoin da Visa em 2026

Item Detalhe
Stablecoin da nova prova de conceito SBC (Brale)
Rede blockchain do POC Canton (permissionada)
Apoiadores da Canton Network JPMorgan, Goldman Sachs, BNP Paribas, DTCC
Início do programa Visa em stablecoin 2021 (USDC em Ethereum)
Volume global de stablecoins emitidas (S&P Global) mais de US$ 300 bilhões

Dados do POC Visa-Brale e do relatório da S&P Global Ratings citados pela reportagem. Fonte: Cointelegraph

A prova de conceito com a Brale na Canton

Diferente de uma blockchain pública, a Canton permite que apenas participantes da transação e reguladores autorizados vejam dados específicos do negócio, mantendo a capacidade de liquidação atômica entre ativos tokenizados, instrumentos de caixa e outros contratos financeiros. “A prova de conceito vai avaliar como a arquitetura de privacidade da Canton consegue dar suporte a liquidação mais rápida e mais programável, mantendo controle estrito sobre a visibilidade de dados sensíveis de transação”, disseram Visa e Brale em comunicado citado pela Cointelegraph.

Da Ethereum pública às redes permissionadas

A Visa começou a oferecer liquidação em stablecoin em 2021, com USDC em Ethereum, em rede pública e portanto com transações visíveis. Desde abril, segundo o release oficial da Visa, o piloto cobre nove blockchains: Arc, Base, Canton, Polygon, Tempo, Avalanche, Ethereum, Solana e Stellar. O movimento sobre Canton é a primeira aposta institucional da empresa em uma rede com camada de privacidade nativa, alinhada à demanda de bancos e provedores de infraestrutura que querem eficiência on-chain sem expor contrapartes e posições. Em março de 2026, a Visa já havia entrado como super validadora da Canton Network.

Em paralelo: emissão global passa de US$ 300 bilhões

Em paralelo, em 3 de junho a Mastercard anunciou liquidação 24/7 com stablecoins reguladas em oito blockchains. Em relatório também desta quinta, a S&P Global Ratings afirmou que a emissão global de stablecoins já passou de US$ 300 bilhões, com a maior parte da demanda ainda ligada a trading de cripto. A agência avalia que stablecoins compatíveis com a Lei GENIUS, dos EUA, podem se expandir para remessas e pagamentos comerciais, com cross-border como uso mais promissor no curto prazo.

O que observar

O movimento das redes de cartão para blockchains permissionadas separa duas teses do dinheiro programável. Em redes públicas, instituições ganham interoperabilidade, mas expõem dados sensíveis. Em redes permissionadas, ganham privacidade e controle regulatório, mas precisam confiar em consórcios com volume ainda limitado fora de provas de conceito.

Vale acompanhar como o BC e a SEC vão tratar a coexistência das duas arquiteturas em fluxos cross-border, e se reguladores asiáticos vão aceitar liquidação on-chain de cartões de forma equivalente em redes públicas e permissionadas. A pergunta concreta é qual modelo capta mais volume real até o fim de 2026: privacidade institucional ou escala em redes abertas.

Fontes: CointelegraphVisaLet’s MoneyLet’s Money

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