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Visa e ACE aceleram remessas internacionais via cartão

A ACE Money Transfer passou a usar o AFT e a rede Visa Direct da Visa para financiar remessas internacionais direto do cartão, com entrega em minutos.

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· 2 min

Atualizado em

Sundry Photography / Shutterstock.com

A ACE Money Transfer, provedora britânica de remessas, fechou uma parceria com a Visa para financiar transferências internacionais direto do cartão. A colaboração usa o recurso de Account Funding Transactions (AFT) da Visa, que debita um cartão para abastecer um envio, e a rede Visa Direct para entregar o dinheiro ao destinatário de forma mais rápida.

O alcance da rede Visa Direct

Métrica Alcance
Endpoints (cartões, contas e carteiras) 18 bi+
Países e territórios 195+
Moedas 150+
Redes de cartão e carteira 60+
Esquemas domésticos de pagamento 90+

Alcance da rede Visa Direct. Fonte: Visa

Como funciona o envio via cartão

No modelo de AFT, o dinheiro sai de um cartão do próprio cliente e vira o funding de uma transferência. Em vez de depender de TED, boleto ou saldo em conta, o remetente abastece o envio com o cartão que já tem na carteira. A rede Visa Direct então empurra os recursos até o cartão, a conta ou a carteira digital de quem recebe, em muitos casos em minutos.

O movimento se soma a outras apostas da bandeira em puxar remessas para dentro dos próprios trilhos, de acordos para envios à China a parcerias para pagamentos globais. Em comunicado, Rehan Ashraf, head de pagamentos e infraestrutura bancária da ACE, afirmou que o recurso de AFT “fortalece a infraestrutura por trás de cada transferência financiada por cartão na nossa plataforma” (em tradução livre).

A corrida por remessa que parece pagamento local

A parceria chega em meio à demanda crescente por pagamentos transfronteiriços digitais, segundo Olga Ovchinnikova, vice-presidente e head da Visa Direct na Europa. Ela disse que a meta é “permitir uma movimentação de dinheiro segura, fluida e confiável para clientes no mundo todo” (em tradução livre). A expectativa que move o setor é que o envio internacional se pareça cada vez mais com um pagamento doméstico em tempo real.

Para AJ McCray, diretor de produtos de pagamento global do Bank of America, essa pressão vem de três frentes. Em conversa com o PYMNTS, ele apontou “expectativas do consumidor, novos modelos de negócio e tesoureiros corporativos mais sofisticados” (em tradução livre) como os motores da mudança, que vão além do avanço puro da tecnologia de pagamentos.

O que observar

O padrão que se desenha é o de remessa financiada por cartão virando infraestrutura de prateleira: provedores de remessa e casas de câmbio digitais passam a competir menos pelo trilho e mais pela experiência, pelo custo e pelos corredores que atendem. Vale acompanhar se a padronização via AFT reduz o atrito no momento de financiar o envio, que costuma ser um dos maiores pontos de abandono. Para operadores de transferência internacional, o teste será se plugar numa rede global amplia a margem ou apenas transfere valor para quem controla os trilhos.

Fontes: PYMNTSVisa Direct

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