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Visa, BB e Stone fazem 1ª compra no débito via Click to Pay

Visa, Banco do Brasil e Stone concluíram a primeira transação de débito no Click to Pay do Brasil, com disponibilização ao mercado prevista para 2026.

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· 3 min

Atualizado em

Shutterstock

O débito chegou pela primeira vez ao Click to Pay no Brasil. Visa, Banco do Brasil e Stone rodaram a transação inaugural em um teste de produção fechado, e agora quem paga com saldo em conta também pode usar o checkout que dispensa digitar os números do cartão. A tecnologia deve chegar ao mercado ainda em 2026.

Aprovação por tipo de transação online

Tipo de transação Aprovação média
Click to Pay 81%
Tokenizada tradicional 79%
Sem tokenização 73%

Taxa média de aprovação por tipo de transação online, segundo dados da Visa. Fonte: E-Commerce Brasil

O que muda para quem paga no débito

Apesar de liderar o cotidiano de compras do país, o débito sempre teve um caminho mais travado na internet do que o crédito. No desenho novo, quem valida o pagamento é o próprio banco emissor, que reconhece o cliente pela combinação de conta e aparelho em uso. O resultado é uma compra digital mais perto da fluidez que o cartão já entrega no caixa da loja física, no pagamento por aproximação.

A prova de conceito usou o Visa Passkey, camada de autenticação por biometria, com o Banco do Brasil cuidando da identificação do cliente a partir da credencial cadastrada no próprio app. “Existe uma grande parte dos brasileiros que compra usando o saldo em conta, e não crédito”, afirmou Gabriella Dourado, que comanda a área de Produto na Stone. Para ela, levar o débito ao Click to Pay é justamente puxar esse público para o e-commerce sem as etapas extras que geram desistência no meio do caminho.

Click to Pay cresce e mira o e-commerce brasileiro

A abertura para o débito chega num momento de disparada. Em um ano, o volume de compras no Click to Pay cresceu quase 12 vezes no Brasil. O motor por trás disso é a tokenização: no lugar do número real do cartão, cada compra viaja com um código digital exclusivo, o que pode derrubar a fraude em até 60%. Pelos dados da Visa, o Click to Pay aprova 81% das compras, dois pontos à frente das tokenizadas comuns e oito à frente das que não usam token.

O lance se encaixa numa corrida das bandeiras pelo checkout online. A Visa já colocou o Click to Pay em toda a base de cartões da Revolut na Europa, enquanto a Abecs quer conectar o cartão ao Open Finance pela mesma tecnologia. O terreno é fértil: os cartões movimentaram R$ 1,1 trilhão no primeiro trimestre de 2026, e o comércio eletrônico do país completa 30 anos em 2026.

O que observar

O gargalo do débito online sempre foi a autenticação, mais rígida que a do crédito. Ao jogar essa etapa para o emissor, com biometria e vínculo ao aparelho, o arranjo tenta reduzir o atrito sem abrir mão da segurança. Vale acompanhar se a taxa de aprovação do débito tokenizado se aproxima da que hoje se vê no crédito, e em quanto tempo emissores e adquirentes escalam a solução para além da fase controlada. Para bandeiras e instituições financeiras, o prêmio é converter em compra digital um público que já vive do saldo em conta, mas que ainda esbarra na fricção do checkout tradicional.

Fontes: TI InsideE-Commerce Brasil

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