Ir para o conteúdo

StablecoinPagamentos · Circle

Visa cria carteira para bancos moverem stablecoin

A Visa lançou uma plataforma em beta que dá a bancos e fintechs uma carteira para cunhar, mover e resgatar stablecoins, a começar pela Open USD.

por

· 3 min

Atualizado em

frantic00 / Shutterstock.com

A Visa entrou na infraestrutura de stablecoin institucional. A empresa lançou a Visa Stablecoin Platform, ainda em beta, que dá a bancos e fintechs uma carteira única para cunhar, mover e resgatar stablecoins, começando pela Open USD. No Brasil, onde a Visa já construiu infraestrutura para bancos tokenizarem depósitos, o movimento aproxima a moeda programável das tesourarias.

Open USD em números

Item Dado
Consórcio Open Standard, com mais de 140 empresas fundadoras
Fundadoras citadas Visa, Mastercard, Stripe, BlackRock, Coinbase
Lançamento da OUSD Previsto para 2026
Modelo Receita das reservas dividida com os parceiros

Dados sobre a Open USD e o consórcio Open Standard. Fonte: CoinDesk

O que a plataforma da Visa faz

A Visa Stablecoin Platform, ou VSP, empacota a infraestrutura de carteira onchain que as instituições precisam para operar stablecoins. Pela oferta de Wallet-as-a-Service, um cliente pode cunhar, queimar e transferir a Open USD, conectar carteiras já existentes e ligar contas bancárias, com controles de aprovação em dupla, registro de auditoria, passkeys e listas de permissão. A plataforma se integra às soluções de settlement, tesouraria e câmbio que a Visa já opera.

“Stablecoins abrem uma nova camada de dinheiro programável, mas para a maioria das instituições a parte difícil não é o conceito, é a realidade operacional”, disse Jack Forestell, diretor de produto e estratégia da Visa, em tradução livre. Segundo ele, a plataforma oferece às instituições um lugar único para cunhar, mover e gerir operações com stablecoin. O acesso à Open USD segue em fase beta, com limites de volume e de geografia.

A disputa por trás da Open USD

A Open USD não é uma stablecoin de um emissor só. Ela é governada pela Open Standard, empresa independente que reúne mais de 140 firmas de bancos, fintechs, cripto e pagamentos, entre elas Visa, Mastercard, Stripe, BlackRock e Coinbase. O desenho é o que chama atenção: em vez de o emissor reter os juros das reservas, a OUSD promete dividir essa receita com os parceiros da rede.

O modelo mira o ponto sensível da concorrência. Depois do anúncio do consórcio, as ações da Circle, emissora da USDC, recuaram 16%, segundo a CoinDesk. Em junho, a própria Circle lançou uma plataforma para bancos liquidarem em stablecoin, e instituições como o Standard Chartered já passaram a emitir e resgatar USDC para clientes. A entrada da Visa adiciona alcance de rede à disputa pelos trilhos institucionais de stablecoin.

O que observar

A infraestrutura de carteira institucional vira o novo campo de disputa. Para tesourarias corporativas e mesas de pagamento, a promessa é operar stablecoin dentro dos fluxos de settlement que já usam, sem montar times de cripto do zero. Vale acompanhar se emissores que retêm os juros das reservas conseguem sustentar a economia atual quando surgem modelos que devolvem esse rendimento à rede.

O teste real não é o lançamento, e sim a adoção. Consórcios de stablecoin anteriores tiveram dificuldade de ganhar escala, e a pergunta é se a combinação de alcance de rede e partilha de receita muda essa trajetória para provedores de moeda programável e custodiantes institucionais.

Fontes: FinextraVisaCoinDesk

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.