A adoção de inteligência artificial já é regra entre consumidores dos Estados Unidos, mas confiar dinheiro a ela ainda não é. Segundo o Visa Trust Index, apenas 23% dos consumidores americanos confiam em IA generativa para conduzir pagamentos em seu nome, mesmo com 72% já tendo usado algum assistente de IA. O recorte é o pagamento agêntico, quando um agente de software fecha a compra sozinho depois de receber uma instrução do usuário.
O que os consumidores dos EUA dizem sobre IA e pagamentos
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Já usaram um assistente de IA | 72% |
| Confiam em IA generativa para pagar por eles | 23% |
| Confiariam na Visa para transações agênticas | 61% |
Pesquisa autodeclarada com consumidores dos EUA. Fonte: Finextra / Visa Trust Index
A confiança muda quando a marca de pagamento entra em cena
A pesquisa, conduzida pela Harris Poll com 2.065 consumidores dos EUA entre 26 e 28 de maio, sugere que o público separa a ferramenta de IA que usa da marca de pagamento em que confia. Quando a pergunta envolve quem processa a transação, a confiança sobe: 61% dos respondentes disseram que confiariam na Visa para conduzir transações agênticas, o maior índice entre as marcas testadas na própria pesquisa.
O dado ajuda a explicar por que as bandeiras vêm correndo para se posicionar como a camada de confiança do comércio agêntico. Nos últimos meses, a Visa fez um lojista fechar a primeira compra com agente de IA em seu programa, e testou com a Revolut uma compra por agente autenticada com passkey na França. No Brasil, a infraestrutura também começa a aparecer, com a Teller colocando no ar a primeira jornada de pagamento agêntico no Pix.








