A Cleverbridge, plataforma global que revende software e SaaS, concluiu várias compras iniciadas por agentes de IA usando o Trusted Agent Protocol da Visa. É um dos primeiros lojistas a fechar transações reais de comércio agêntico de ponta a ponta, incluindo o pagamento, num teste que rodou nos mais de 240 mercados onde a empresa opera.
Comércio agêntico da Visa no Brasil
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Emissores no programa | Banco do Brasil, Bradesco, Dock, Santander e XP |
| Lançamento no Brasil | Abril de 2026 |
| 1ª transação agêntica no país | Banco do Brasil e Visa, março de 2026 |
Programa Visa Agentic Ready no Brasil. Fonte: Mobile Time
Como o agente de IA fecha a compra
O comércio agêntico é a etapa em que um agente de IA não só pesquisa e compara produtos, mas conclui a compra sozinho, dentro de parâmetros definidos pelo cliente. O gargalo sempre foi o pagamento: o lojista precisa ter certeza de que quem está do outro lado é um agente autorizado, e não um bot malicioso. O Trusted Agent Protocol, que a Visa apresentou em outubro de 2025 em parceria com a Cloudflare, tenta resolver isso ao criar uma camada de identidade que separa agentes verificados de tráfego desconhecido.
No teste com a Cleverbridge, o protocolo trabalha junto com o Agentic Directory, que autentica as credenciais do agente, e com os Visa Payment Passkeys, pelos quais o emissor autoriza a cobrança. Assim, a jornada vai da descoberta ao pagamento sem intervenção humana. “Os agentes de IA já têm papel crescente em como as pessoas descobrem produtos, mas, até agora, essas jornadas costumavam parar no ponto do pagamento”, disse Mathieu Altwegg, Head de Produto e Soluções da Visa Europe (em tradução livre).
Para quem vende software, isso abre um canal novo de venda: em vez de depender só do checkout humano, a empresa passa a poder ser encontrada por agentes programados para montar e renovar assinaturas. “O comércio agêntico pode criar um novo jeito de as empresas de software venderem, mas só vai escalar se os lojistas conseguirem identificar agentes confiáveis e manter as transações dentro de regras e controles claros”, afirmou Richard Stevenson, CEO da Cleverbridge (em tradução livre).








