Minas Gerais acaba de entrar na rota do crédito privado estruturado. A Vitório, fintech B2B liderada por Rafael Nakamoto, começou a operar no estado com uma proposta direta: transformar grandes indústrias em credoras de suas próprias redes de distribuição. A ideia é tirar dos bancos tradicionais a intermediação financeira que já acontece de forma informal dentro das cadeias produtivas.
Por que Minas Gerais atrai a fintech de crédito
A escolha do estado não é casual. Minas concentra 40% das exportações industriais do Brasil e abriga cadeias complexas em metalurgia, mineração e farmacêutica. Nesses setores, a indústria já financia seus clientes ao oferecer prazos longos de pagamento, mas sem governança ou retorno financeiro adequados.
“Em estados com forte base industrial, quem financia o crescimento da cadeia não é o banco, é a própria indústria, mas de forma informal e com baixo retorno”, explica Nakamoto, segundo reportagem do O Tempo. A Vitório propõe profissionalizar esse fluxo por meio de FIDCs, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, permitindo que a empresa capture a margem financeira que hoje fica retida nas instituições bancárias.








