A Volt colocou a stablecoin dentro do caixa da Profee. A plataforma de pagamentos em tempo real lançou um checkout em USDC para a fintech de transferências, deixando mais de 1 milhão de clientes abastecerem a carteira com a stablecoin e usarem o saldo em remessas para mais de 90 corredores, com conversão instantânea para moeda tradicional.
Como funciona o pagamento em USDC da Profee
A integração roda dentro da mesma API que a Volt já usa para pagamentos conta a conta, o que evita à fintech manter dois sistemas paralelos. A Volt cuida da aceitação, da confirmação on-chain e da liquidação em moeda tradicional no razão da Profee. Na prática, a empresa recebe USDC com a mesma reconciliação e os mesmos controles de KYC e AML de um pagamento bancário comum. O cliente abastece a conta direto de carteiras como MetaMask, Coinbase, Phantom e Trust, sem o passo intermediário de mandar o dinheiro antes para um banco.
A lógica aparece na fala do cofundador e CEO da Volt, Steffen Vollert. “Na Volt, acreditamos em pagamentos em tempo real e agnósticos de trilho, domésticos e cross-border”, afirmou o executivo (em tradução livre), resumindo a aposta de tratar cripto e conta bancária como opções da mesma esteira.
O que a Volt levou para o caixa da Profee
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Ativo aceito | USDC |
| Alcance | Mais de 90 corredores de pagamento |
| Base de clientes | Mais de 1 milhão |
| Carteiras | MetaMask, Coinbase, Phantom, Trust |
| Liquidação | Instantânea, em moeda tradicional |
Especificações do lançamento do checkout de stablecoin da Volt para a Profee. Fonte: Merchants Eye
O movimento chega na esteira de uma corrida de instituições por essa mesma stablecoin como trilho. Nas últimas semanas, o Standard Chartered virou o primeiro banco global a emitir e resgatar USDC, o Bank of New York passou a fazer custódia da stablecoin e a Mastercard ligou liquidação 24 por 7 com stablecoin regulada. No podcast Let’s Money, em fevereiro de 2026, um operador de transferências internacionais já descrevia o modelo de usar USDC como trilho intermediário entre moedas, liquidando pagamentos em minutos, e não em dias.
O avanço acontece sob marcos regulatórios que deram terreno à stablecoin como meio de pagamento, do MiCA na Europa à tramitação do GENIUS Act nos Estados Unidos. Com regras mais claras, mais instituições passam a tratar a stablecoin como um trilho programável de pagamento, com controles de KYC e AML aplicados igual aos demais métodos.








