Ir para o conteúdo

PagamentosInternacional · Pagamentos cross-border

Volt lança pagamento em USDC nas remessas da Profee

Volt lança checkout em USDC para a Profee: 1 milhão de clientes podem abastecer a carteira com a stablecoin e fazer remessas em mais de 90 corredores.

por

· 3 min

Atualizado em

A Volt colocou a stablecoin dentro do caixa da Profee. A plataforma de pagamentos em tempo real lançou um checkout em USDC para a fintech de transferências, deixando mais de 1 milhão de clientes abastecerem a carteira com a stablecoin e usarem o saldo em remessas para mais de 90 corredores, com conversão instantânea para moeda tradicional.

Como funciona o pagamento em USDC da Profee

A integração roda dentro da mesma API que a Volt já usa para pagamentos conta a conta, o que evita à fintech manter dois sistemas paralelos. A Volt cuida da aceitação, da confirmação on-chain e da liquidação em moeda tradicional no razão da Profee. Na prática, a empresa recebe USDC com a mesma reconciliação e os mesmos controles de KYC e AML de um pagamento bancário comum. O cliente abastece a conta direto de carteiras como MetaMask, Coinbase, Phantom e Trust, sem o passo intermediário de mandar o dinheiro antes para um banco.

A lógica aparece na fala do cofundador e CEO da Volt, Steffen Vollert. “Na Volt, acreditamos em pagamentos em tempo real e agnósticos de trilho, domésticos e cross-border”, afirmou o executivo (em tradução livre), resumindo a aposta de tratar cripto e conta bancária como opções da mesma esteira.

O que a Volt levou para o caixa da Profee

Item Detalhe
Ativo aceito USDC
Alcance Mais de 90 corredores de pagamento
Base de clientes Mais de 1 milhão
Carteiras MetaMask, Coinbase, Phantom, Trust
Liquidação Instantânea, em moeda tradicional

Especificações do lançamento do checkout de stablecoin da Volt para a Profee. Fonte: Merchants Eye

O movimento chega na esteira de uma corrida de instituições por essa mesma stablecoin como trilho. Nas últimas semanas, o Standard Chartered virou o primeiro banco global a emitir e resgatar USDC, o Bank of New York passou a fazer custódia da stablecoin e a Mastercard ligou liquidação 24 por 7 com stablecoin regulada. No podcast Let’s Money, em fevereiro de 2026, um operador de transferências internacionais já descrevia o modelo de usar USDC como trilho intermediário entre moedas, liquidando pagamentos em minutos, e não em dias.

O avanço acontece sob marcos regulatórios que deram terreno à stablecoin como meio de pagamento, do MiCA na Europa à tramitação do GENIUS Act nos Estados Unidos. Com regras mais claras, mais instituições passam a tratar a stablecoin como um trilho programável de pagamento, com controles de KYC e AML aplicados igual aos demais métodos.

O que observar

Parcerias que embutem stablecoin no fluxo de remessa apontam para um estágio em que o ativo digital some da experiência e vira só encanamento. O ponto a acompanhar é de custo e velocidade: se a liquidação instantânea se sustenta nos corredores de maior volume e se a economia de tempo chega como tarifa menor para quem envia dinheiro. Vale observar também como emissores de stablecoin e provedores de remessa dividem a margem dessa camada, e de que forma os controles de prevenção à lavagem acompanham um trilho que roda 24 horas por dia, sem a janela de compensação bancária tradicional.

Fontes: Merchants EyeVoltLet’s MoneyLet’s Money Podcast

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.