A Wise passou a aceitar chave Pix em transferências enviadas de fora do Brasil por clientes que não moram no país, brasileiros ou não. O remetente não precisa de conta bancária brasileira nem de CPF, e o dinheiro pode ir para pessoas físicas ou empresas, identificadas por telefone, e-mail, CPF ou CNPJ.
Como funciona o envio por chave Pix
| Item | O que o recurso permite |
|---|---|
| Quem envia | Cliente elegível não residente no Brasil, brasileiro ou não |
| Quem recebe | Pessoa física ou jurídica no Brasil |
| Chaves aceitas | Telefone, e-mail, CPF ou CNPJ |
| Exigências | Sem conta bancária brasileira e sem CPF do remetente |
| Moedas de origem | Mais de 40 |
Recurso anunciado em 17 de agosto de 2026. Fonte: Wise
Como a chave Pix entra na rede global da Wise
A função de enviar do exterior por chave Pix não é nova na empresa. Em dezembro de 2023, a fintech já havia substituído as nove informações bancárias que o remetente precisava preencher por um único identificador. O passo desta semana amplia esse desenho para quem não é residente no Brasil e inclui pagamentos a empresas por CNPJ. A base técnica veio antes: em setembro de 2024, a Wise obteve licença de Instituição de Pagamento do Banco Central, com conexão direta ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e ao Sistema de Pagamentos Instantâneos, a infraestrutura que roda o Pix, sem depender de intermediários.
“O Pix transformou o cenário financeiro do Brasil e a Wise continua investindo para conectar esses padrões locais de excelência à nossa rede global de pagamentos”, afirmou Ricardo Amaral, Country Manager da Wise no Brasil. Segundo a empresa, a infraestrutura global suporta pagamentos em mais de 40 moedas, apoiada por mais de 80 licenças e nove mercados com acesso direto a sistemas de pagamento domésticos. No primeiro trimestre do ano fiscal de 2026, quase 12 milhões de clientes ativos movimentaram US$ 69 bilhões, alta de 26% na comparação anual, com preço médio de 0,50% e 77% das transferências chegando em menos de 20 segundos.








