Um levantamento anual da fintech Wise aponta um rombo bilionário para quem lida com moeda estrangeira no país. Só em 2026, taxas ocultas de câmbio devem custar US$ 3,3 bilhões a empresas e pessoas físicas, calcula a companhia, que é parte interessada no debate sobre transparência de preços em transferências internacionais.
As contas do câmbio, segundo a Wise
| Item | Dado do estudo |
|---|---|
| Projeção de tarifas ocultas | Mais de US$ 3,3 bilhões |
| Onde e quando | Operações de câmbio no Brasil, somente em 2026 |
| Quem paga | Consumidores e empresas brasileiras |
| Meta do G20 | Pagamentos internacionais mais transparentes até 2027 |
Dados do relatório anual da Wise. Fonte: Valor Econômico
O compromisso do G20 que o levantamento acompanha
As vinte maiores economias do planeta assumiram, no âmbito do G20, o objetivo de deixar as transferências entre países mais ágeis, baratas e claras antes de 2027. Para medir o avanço dessa promessa, a Wise mantém um estudo periódico apoiado em duas frentes: o acesso direto das instituições às infraestruturas de liquidação e a clareza sobre os preços cobrados.
É nesse recorte que entra a cifra brasileira. Para 2026, o estudo estima que o país arque com esse montante no que a empresa batiza de “tarifas escondidas”: encargos embutidos nas cotações que passam despercebidos por quem manda ou recebe dinheiro do exterior. Como vem de uma companhia do próprio setor, a projeção entra como estimativa autodeclarada, e não como número oficial de reguladores.








