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Inteligência ArtificialIA · Agentes de IA

Zopa lança agente de IA em conta corrente no Reino Unido

O banco britânico Zopa liberou um agente de IA conversacional na conta corrente, capaz de solicitar pagamentos, dividir contas por foto e quitar boletos por imagem.

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· 3 min

Atualizado em

O banco britânico Zopa começou a liberar um agente de inteligência artificial conversacional para clientes de conta corrente, apresentado como um gerente pessoal disponível a qualquer hora. Dentro do próprio aplicativo, o usuário pede que a IA cuide de tarefas cotidianas: solicitar pagamentos, dividir uma conta a partir da foto de um recibo ou quitar um boleto ao enviar a imagem dele.

As frentes de IA da Zopa

Frente Detalhe
Agente na conta corrente Solicita pagamentos, divide contas por foto de recibo e quita boletos por imagem
Licenças de ChatGPT Mil licenças corporativas, com treinamento da OpenAI para todo o quadro
Meta de requalificação 100 mil trabalhadores em disciplinas de IA até 2030 (1º ano de 5)
Atendimento ao cliente 65% das consultas resolvidas por IA, segundo o banco

Frentes de IA da Zopa. Fonte: Finextra

IA que atravessa toda a operação

O gerente pessoal chega como parte de uma adoção de inteligência artificial que o banco espalha por todas as áreas. A Zopa completou o primeiro ano de uma campanha de cinco anos para requalificar 100 mil trabalhadores do setor bancário em disciplinas de IA até 2030. Antes disso, distribuiu mil licenças corporativas do ChatGPT e ofereceu treinamento conduzido pela OpenAI para todo o quadro, voltado à escrita de prompts, boas práticas de engenharia e à construção de GPTs sob medida para uso interno.

Segundo o próprio banco, funcionários já recorrem à IA generativa para ganhar produtividade, e a tecnologia responde por 65% das consultas de atendimento ao cliente. A escolha de fornecedor segue o movimento de outras casas que apostam alto na OpenAI, o laboratório de São Francisco que lançou agentes capazes de operar tarefas inteiras.

A aposta no banco nativo de IA

Para a Zopa, o agente não é um acessório do aplicativo, e sim a tese de como um banco deveria nascer. “Um banco nativo de IA não é simplesmente um app bancário existente com um chatbot adicionado a ele”, diz o banco em comunicado. “Exige que a tecnologia, os dados e a arquitetura de base sejam projetados em torno de interações inteligentes e personalizadas” (em tradução livre).

A ideia de um assistente que conversa e executa não aparece só no Reino Unido. No Brasil, o Let’s Money mostrou como a Jota ganhou escala com o agente financeiro, sinal de que a categoria de bancos e fintechs conduzidos por conversa deixou de ser experimento pontual.

O que observar

Colocar um agente para movimentar dinheiro dentro da conta muda o padrão de confiança que o cliente deposita no banco. A pergunta que fica é quanto de autonomia o usuário aceita entregar quando a IA passa de responder dúvidas para pagar e transferir, e como reguladores tratam falhas de um agente que age em nome de quem tem a conta. Vale acompanhar se dividir contas por foto e quitar boletos por imagem sobrevive ao atrito de erros de leitura sem gerar cobrança indevida.

O número que o banco divulga sobre atendimento também merece leitura fria. Resolver a maioria das consultas com IA reduz custo, mas o teste é o que acontece com os casos que a máquina não fecha, justamente os mais sensíveis. Para o setor, o próximo sinal a observar é se a promessa de banco nativo de IA se traduz em retenção de clientes, e não apenas em ganho de eficiência interna.

Fontes: FinextraLet’s MoneyLet’s Money

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