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Agentic Open Finance: Lina Open X e a nova infraestrutura financeira agêntica

Fintech se posiciona como infraestrutura financeira agêntica e define nova camada de inteligência no ecossistema financeiro brasileiro

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· 4 min

Atualizado em

Imagem: Magnific

O Open Finance brasileiro chegou a um ponto de maturidade que poucos antecipavam tão cedo. Mais de 180 milhões de consentimentos ativos, 10 bilhões de chamadas de API por semana e conexões estabelecidas entre mais de 100 instituições financeiras, se estabelecendo como o mais novo trilho para iniciação de pagamentos Pix e para portabilidade de crédito. 

A infraestrutura, que foi construída em tempo recorde, está operacional e a pleno vapor. A pergunta que passa a dominar as conversas do ecossistema agora é outra: o que fazer com esses dados quando a inteligência artificial está disponível para processá-los em tempo e escala nunca antes vista e os agentes têm autoridade e permissão para agir sobre eles?

A Lina Open X, fintech pioneira em infraestrutura de Open Finance, comemora neste mês de julho seis anos de mercado com um reposicionamento estratégico em torno do que chama de Agentic Open Finance: a convergência entre Open Finance, agentes contextualizados de inteligência artificial e capacidades de execução.

O movimento não é só de produto; começa por dentro

“A decisão de ser AI-first está mudando como a Lina opera internamente. É uma mudança na forma como a empresa pensa sobre escala, desenvolve produtos e entrega soluções. Hoje já conseguimos entregar para mais parceiros, com mais profundidade e com um nível de customização antes impensável. Essa capacidade é o que está possibilitando construir algo novo para o mercado”, explica Alan Mareines, Founder e CEO da Lina Open X.

A base concreta do reposicionamento veio de um projeto desenvolvido no Lift Lab, programa de inovação financeira da Fenasbac e do Banco Central do Brasil. Em 2025, a Lina construiu o Tutor Financeiro: uma aplicação que combina dados de Open Finance com um MCP (Model Context Protocol) proprietário para oferecer orientações personalizadas, a partir do perfil financeiro real do usuário. 

O projeto, desenvolvido dentro do ambiente da Fenasbac, contou com mentoria de grandes empresas de tecnologia e validou a hipótese central da empresa: agentes contextualizados de IA e dados consentidos de Open Finance funcionando juntos, em uma ferramenta gratuíta de educação e gestão financeira pessoal. 

O Tutor Financeiro foi o piloto. O que a Lina vem evoluindo desde então, concretiza uma nova infraestrutura de finanças agênticas como plataforma.

“Agentic Open Finance significa sair do ciclo de analisar dados e entregar variáveis, para um modelo em que agentes contextualizados podem operar dentro das políticas e permissionamentos de cada usuário ou instituição. A Lina deixa de fornecer apenas insights analíticos e passa a ter capacidades de execução. Uma instituição pode conectar seus próprios agentes ou usar os que já disponibilizamos. Para bancos e fintechs parceiras, isso muda o que é possível oferecer integrando com a Lina”, explica Murilo Rabusky, Founder e Diretor de Negócios da Lina Open X.

O conceito de Agentic Open Finance que a Lina está construindo parte de uma leitura precisa de para onde o ecossistema financeiro global está caminhando. A fase de padronização e acesso a dados foi endereçada por países com iniciativas de Open Banking e Open Finance. A fase seguinte, em que sistemas autônomos operam sobre esses dados com contexto, consentimento e confiança, está apenas começando. O mercado europeu, que avança com o PSD3 e iniciativas de open banking de segunda geração, aponta para a mesma direção. No Brasil, a combinação de Pix com Open Finance cria um ambiente tecnológico que poucos mercados têm.

Nesse contexto, a parceria com a Mastercard também ganha outro significado. A gigante global de pagamentos, que processou mais de 170 bilhões de transações em 2025 e tem os pagamentos agênticos como aposta estratégica global, colocou a Lina no centro da sua estratégia de Open Finance no Brasil. 

A Lina não detalha o roadmap de produtos para o segundo semestre, mas confirma que tem muitas novidades para mostrar e convida o mercado para ver sua nova infraestrutura de finanças agênticas durante o Febraban Tech 2026. 

O posicionamento já está dado: não é apenas uma fintech que adicionou MCPs ao portfólio. É uma empresa que está redesenhando sua operação, seus produtos e seus processos em torno de uma nova categoria, onde IA não é uma funcionalidade. É um novo modelo de empresa, de produto e de negócios.

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