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Cooperativas investem em tecnologia e Open Finance para competir com bancos tradicionais

Avanço do Open Finance impulsiona novas ferramentas para análise de crédito, amplia a eficiência operacional e fortalece a competitividade do cooperativismo financeiro

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· 3 min

Atualizado em

Mais da metade (51%) das instituições financeiras que adotaram iniciativas de Open Finance afirmam ter ampliado a concessão de crédito para pessoas físicas, enquanto 40% registraram crescimento nas operações destinadas a pequenas empresas. Os dados são do relatório State of Open Finance 2026, da Mastercard, que ouviu 8 mil consumidores e 300 executivos de instituições financeiras em 11 mercados, incluindo o Brasil, e ajudam a explicar por que cooperativas de crédito vêm acelerando investimentos em tecnologia para tornar suas análises mais precisas, ampliar a oferta de crédito e competir em condições mais equilibradas com os grandes bancos.

O movimento reflete uma mudança na forma como as instituições avaliam risco e conhecem seus clientes. Com o avanço do Open Finance, cooperativas passaram a incorporar soluções que consolidam, mediante consentimento do cliente, informações financeiras distribuídas em diferentes instituições. Em vez de considerar apenas o relacionamento construído dentro da própria cooperativa ou recorrer exclusivamente aos dados dos bureaus de crédito, essas tecnologias permitem uma visão mais ampla do comportamento financeiro do cooperado.

Na prática, é possível incluir na análise variáveis como comprometimento de renda, regularidade de pagamentos, movimentação financeira, volatilidade da renda e endividamento consolidado. A disponibilidade dessas informações reduz consultas manuais, agiliza a tomada de decisão e aumenta a precisão das análises de crédito, preservando a qualidade da carteira.

“O acesso a uma visão consolidada da vida financeira do cliente representa uma mudança importante na forma de conceder crédito”, afirma Murilo Rabusky, diretor de negócios da Lina Open X. “Antes, cada instituição analisava apenas uma parte dessa história. Hoje, com tecnologias como o DataLink, desenvolvido por nossa empresa, é possível compreender o comportamento financeiro de forma muito mais completa, reduzindo incertezas e oferecendo crédito com maior precisão e segurança”

A transformação não se limita à concessão de crédito. O estudo da Mastercard mostra que 75% dos executivos do setor financeiro afirmam que iniciativas de Open Finance já geraram aumento direto de receita em suas organizações.

Para Murilo, esse cenário cria uma oportunidade inédita para o cooperativismo financeiro. “As cooperativas sempre tiveram como diferencial a proximidade com seus cooperados. Agora, elas conseguem combinar esse conhecimento com inteligência de dados, tornando a análise de crédito mais rápida e precisa. O resultado é uma operação mais eficiente e uma experiência melhor para o cliente, sem abrir mão da qualidade das decisões”, explica.

Agilidade e avaliações mais precisas e personalizadas do histórico financeiro

Além de tornar os processos mais ágeis, o uso de dados financeiros compartilhados permite identificar clientes que tradicionalmente poderiam ser subavaliados pelos modelos convencionais de crédito. Ao considerar o histórico financeiro consolidado em diferentes instituições, as cooperativas conseguem reduzir assimetrias de informação e calibrar melhor o risco de cada operação, ampliando o acesso ao crédito de forma sustentável.

A inteligência de dados também fortalece as estratégias comerciais. Com uma visão mais completa da jornada financeira dos cooperados, as instituições conseguem identificar oportunidades para oferecer produtos e serviços mais aderentes ao perfil de cada cliente, aumentando as taxas de conversão e aprofundando o relacionamento.

A mudança também responde às expectativas dos consumidores. De acordo com a pesquisa da Mastercard, 81% afirmam que mudariam de instituição para obter melhores condições de crédito, enquanto 76% buscariam ferramentas digitais que facilitam a gestão financeira e 70% priorizariam experiências mais personalizadas.

“O consumidor não procura apenas crédito mais barato; ele espera que a instituição consiga entender sua realidade financeira. Quanto mais completa for essa visão, maiores são as chances de oferecer condições adequadas ao perfil de cada cliente. É justamente isso que as novas tecnologias baseadas em Open Finance permitem fazer nas cooperativas”, conclui o executivo da Lina Open X.

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