A Juspay e a Cumbuca lançaram nesta quinta-feira (7) o Open Finance Playground, guia de implementação open-source que cobre os três principais pontos de entrada do ecossistema brasileiro: fluxos de consentimento, iniciação de pagamentos e acesso a dados, cada um acompanhado por um simulador de chamadas de API em tempo real.
Open Finance no Brasil: panorama 2025-2026
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Clientes conectados | Mais de 100 milhões |
| Consentimentos ativos | 154 milhões |
| Comunicações semanais entre instituições | Mais de 5 bilhões |
| Iniciação de pagamentos (2024) | R$ 3,2 bilhões |
| Iniciação de pagamentos (2025) | R$ 15,3 bilhões (quase 5x o ano anterior) |
| Empresas brasileiras conectadas | 3% (contra 20% no Reino Unido) |
Fonte: TIInside
O problema que o Playground resolve
O Brasil tem o maior programa de Open Finance do mundo, mas a documentação oficial foi elaborada para cumprir exigências regulatórias, não para guiar desenvolvedores nos primeiros passos. O resultado aponta para si mesmo: apenas 3% das empresas brasileiras estão conectadas ao ecossistema, contra 20% no Reino Unido, mercado com anos de guias e recursos construídos pela comunidade. O Playground traduz centenas de páginas de especificações regulatórias em instruções diretas de implementação.
A Cumbuca já opera como proxy regulatório do Open Finance com foco B2B, e foi justamente essa autorização que permitiu à Juspay entrar no mercado brasileiro de 12 a 18 meses antes do que seria possível construindo a infraestrutura de forma independente. A Juspay levantou US$ 50 milhões com o Brasil no radar e já atende Latam Airlines e Food2Save com integrações nativas para Pix Biométrico e Pix Automático. O projeto conta com o apoio da INIT, associação dos iniciadores de transação de pagamento, que vê na redução da barreira de entrada o principal caminho para fechar o gap de adoção.






