O Banco do Brasil lançou uma solução que une boleto e Pix automático para empresas com cobranças recorrentes. No primeiro pagamento via QR Code, o cliente autoriza os débitos seguintes, que passam a ser agendados automaticamente, sem precisar ser correntista do banco.
Pix automático vs. débito automático
| Critério | Débito automático | Pix automático |
|---|---|---|
| Contrato necessário | Convênio bilateral com cada banco do pagador | Um contrato com a instituição recebedora |
| Acesso | Limitado a correntistas da instituição conveniada | Pagadores de qualquer banco |
| Lançamento | Modelo legado | Banco Central, junho de 2025 |
Comparativo entre modalidades de pagamento recorrente. Fonte: Agência Brasil
O que muda para quem emite boleto
O Pix automático foi lançado pelo Banco Central em junho de 2025 como alternativa ao débito automático. A diferença prática: o débito automático exige convênio bilateral com cada instituição financeira do pagador, enquanto o Pix automático requer apenas um contrato de prestação de serviços com a instituição recebedora. Esse gargalo sempre freou a adoção em empresas de médio porte sem estrutura jurídica dedicada. Em março, a CPFL Energia adotou o Pix automático para contas de luz, sinalizando que distribuidoras de energia lideram a adesão ao novo modelo.
A solução do BB mantém o boleto como instrumento de cobrança e adiciona a autorização de recorrência no momento do pagamento. “É uma solução que amplia a conversão para as empresas, fortalece a previsibilidade do fluxo de caixa e oferece aos clientes uma jornada mais simples, eficiente e integrada para a gestão de seus pagamentos recorrentes”, disse Geovanne Tobias, vice-presidente de gestão financeira e relações institucionais do BB. Nos boletos seguintes, o cliente pode optar pelo pagamento por código de barras ou Pix. Inicialmente, a ferramenta estará disponível para empresas que usam a API de cobrança do BB.








