O Itaú Unibanco atingiu R$ 1 trilhão em ativos sob gestão no Itaú Private Banking ao fim de 2025, dois anos antes do planejado. A marca reforça a tese do banco de que escala pode ser uma vantagem competitiva no mercado de grandes fortunas, um segmento tradicionalmente associado a atendimento boutique, proximidade e personalização.
Para o Itaú, o tamanho não é um obstáculo à sofisticação do serviço, mas um ativo estratégico. Segundo executivos do banco, a escala permite investir em tecnologia, inovação e experiências globais que players menores não conseguem replicar com a mesma profundidade, ao mesmo tempo em que amplia a presença regional para se aproximar do cliente.
Itaú Private e a vantagem da escala
De acordo com Paola Sarkis, diretora comercial do Itaú Private, a dimensão alcançada abre espaço para iniciativas que vão além do portfólio financeiro tradicional. O banco tem apostado em experiências internacionais ligadas a arte, esportes e cultura, como eventos globais patrocinados pelo grupo, como forma de gerar valor para famílias altamente sofisticadas.
A lógica é combinar infraestrutura tecnológica robusta, acesso a mercados globais e experiências exclusivas com um atendimento personalizado. “O objetivo é oferecer experiências que não podem ser simplesmente compradas”, afirmou a executiva em entrevista à Bloomberg Línea.
Essa estratégia tem caminhado em paralelo a uma revisão do perfil de cliente do private banking. O banco reduziu o patrimônio mínimo de entrada de R$ 15 milhões para R$ 10 milhões, movimento pensado para capturar uma nova geração de clientes de alta renda, incluindo herdeiros e empreendedores que construíram patrimônio ao longo da carreira.








