Ir para o conteúdo

Fim de 2025Pagamentos · Itaú

Itaú Private chega a R$ 1 tri e aposta em escala como diferencial

Banco atinge marca dois anos antes do previsto e usa tecnologia, experiências globais e expansão regional para competir no private banking

por

· 2 min

Atualizado em

Foto: Divulgação

O Itaú Unibanco atingiu R$ 1 trilhão em ativos sob gestão no Itaú Private Banking ao fim de 2025, dois anos antes do planejado. A marca reforça a tese do banco de que escala pode ser uma vantagem competitiva no mercado de grandes fortunas, um segmento tradicionalmente associado a atendimento boutique, proximidade e personalização.

Para o Itaú, o tamanho não é um obstáculo à sofisticação do serviço, mas um ativo estratégico. Segundo executivos do banco, a escala permite investir em tecnologia, inovação e experiências globais que players menores não conseguem replicar com a mesma profundidade, ao mesmo tempo em que amplia a presença regional para se aproximar do cliente.

Itaú Private e a vantagem da escala

De acordo com Paola Sarkis, diretora comercial do Itaú Private, a dimensão alcançada abre espaço para iniciativas que vão além do portfólio financeiro tradicional. O banco tem apostado em experiências internacionais ligadas a arte, esportes e cultura, como eventos globais patrocinados pelo grupo, como forma de gerar valor para famílias altamente sofisticadas.

A lógica é combinar infraestrutura tecnológica robusta, acesso a mercados globais e experiências exclusivas com um atendimento personalizado. “O objetivo é oferecer experiências que não podem ser simplesmente compradas”, afirmou a executiva em entrevista à Bloomberg Línea.

Essa estratégia tem caminhado em paralelo a uma revisão do perfil de cliente do private banking. O banco reduziu o patrimônio mínimo de entrada de R$ 15 milhões para R$ 10 milhões, movimento pensado para capturar uma nova geração de clientes de alta renda, incluindo herdeiros e empreendedores que construíram patrimônio ao longo da carreira.

Expansão regional e novos nichos

Segundo Alex Saud, diretor regional do Itaú Private, a mudança também respondeu ao avanço de gestoras independentes, family offices e escritórios autônomos, especialmente fora dos grandes centros. Nos últimos três anos, o banco expandiu sua presença regional de sete para 13 escritórios, com novas unidades em cidades como Goiânia, Fortaleza, Salvador, Brasília e Blumenau.

O movimento teve impacto direto no desempenho. Enquanto o market share nacional do Itaú no segmento private avançou de 29% para 31%, nas regionais o crescimento foi mais acelerado, saltando de 21% para cerca de 27%. A proximidade física e o entendimento da realidade local passaram a ser vistos como complementares à escala nacional do banco.

Além da expansão geográfica, o Itaú Private tem apostado em nichos temáticos. O agronegócio é o principal deles e já representa cerca de 9% da carteira, com atuação dedicada no Centro-Oeste. Outros segmentos estratégicos incluem tecnologia, entretenimento e esportes, refletindo a diversificação do perfil de grandes fortunas no país.

Ao antecipar a marca de R$ 1 trilhão sob gestão, o Itaú sinaliza que a disputa no private banking não será apenas entre grandes e pequenos, mas entre modelos capazes, ou não, de combinar escala, sofisticação e proximidade em um mesmo ecossistema.

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasPagamentos
Ver a editoria

Mais artigos de Pagamentos

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.