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Mastercard executa dívidas do Will Bank e aprofunda crise do Master

Após executar garantias ligadas ao Will Bank, empresa passa a deter participações relevantes no BRB e na Westwing

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Divulgação

A Mastercard ampliou sua exposição indireta ao caso envolvendo o Banco Master ao executar garantias relacionadas a dívidas do Will Bank, instituição controlada pelo grupo. Como resultado, a companhia de pagamentos passou a deter participações acionárias relevantes no BRB e na empresa de e-commerce Westwing, segundo fato divulgado ao mercado.

No caso do Banco de Brasília (BRB), a Mastercard adquiriu 33.684.706 ações, o equivalente a 6,93% do capital social total da instituição. Desse montante, 11,75 milhões são ações ordinárias, correspondentes a 3,67% dessa classe, enquanto 21,93 milhões são ações preferenciais, que representam 13,21% do total emitido nesse tipo de papel, segundo o “Infomoney“.

Já na Westwing, a Mastercard passou a deter 31,87% do capital social após a execução de alienação fiduciária vinculada às garantias da dívida. A empresa informou que a aquisição das ações decorre exclusivamente do processo de execução e não faz parte de uma estratégia de investimento de longo prazo.

Movimento da Mastercard e efeitos do caso Master

O movimento da Mastercard está diretamente ligado à deterioração financeira do conglomerado do Banco Master e ao processo de liquidação do Will Bank, que desencadeou a execução de garantias dadas em operações de crédito. Ao assumir participações acionárias, a empresa de pagamentos buscou preservar seu direito creditório diante do não cumprimento das obrigações.

Em comunicado, a Mastercard afirmou que não pretende exercer direitos políticos associados às ações adquiridas, nem atuar na gestão das companhias. A intenção declarada é alienar as participações no BRB e na Westwing assim que houver condições adequadas de mercado.

Próximos passos

O episódio ilustra como os desdobramentos do caso Master seguem produzindo efeitos em cadeia no sistema financeiro e no mercado de capitais. A execução de garantias por uma empresa global como a Mastercard reforça a dimensão do impacto causado pela crise do grupo e amplia o escrutínio regulatório e de governança sobre instituições envolvidas.

Para o mercado, o foco agora recai sobre o destino dessas participações e sobre como a alienação dos papéis será conduzida, especialmente no caso do BRB, uma instituição financeira relevante no Distrito Federal. Ao mesmo tempo, o movimento evidencia como empresas de infraestrutura de pagamentos acabam, em situações extremas, assumindo posições acionárias não planejadas como parte da gestão de risco de crédito.

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