O Pix chegou a 38% das transações de e-commerce no Brasil em 2025 e a 34% do volume movimentado em pontos de venda físicos, enquanto o dinheiro em espécie recua a 12% nas lojas físicas do país, segundo a 11ª edição do Global Payments Report, que analisa hábitos de consumo em 42 países e projeta tendências até 2030.
Meios de pagamento no Brasil: Global Payments Report 2025
| Indicador | Brasil | Referência regional/global |
|---|---|---|
| Pix: e-commerce (% transações) | 38% | n.d. |
| Cartão de crédito: e-commerce (% valor) | 40% | n.d. |
| Pix: PDV físico (% volume) | 34% | n.d. |
| Dinheiro em espécie: PDV físico | 12% | LATAM: 23% / Global: 14% |
11ª edição do Global Payments Report. Fonte: O Globo
Pix e cartão disputam o e-commerce com métricas distintas
Os dados do relatório expõem uma divisão no e-commerce brasileiro: o Pix lidera em volume de transações (38%), enquanto o cartão de crédito ainda comanda o valor movimentado (40%). A diferença reflete o papel do parcelamento no comportamento de compra online: compras de maior ticket médio tendem a ser finalizadas no cartão, enquanto o Pix avança nas transações de menor valor. O Pix vinha avançando no e-commerce e pressionando o domínio do cartão desde o início de 2026, e o Global Payments Report confirma a consolidação desse movimento.
No ponto de venda físico, o Pix responde por 34% do volume, posicionamento que mostra que a adoção extrapolou o ambiente digital e entrou de forma consistente no varejo presencial. O relatório atribui ao sistema de pagamento instantâneo papel central na expansão da bancarização no Brasil, tese também sustentada pelo Banco Central, cujo presidente Galípolo afirmou que o Pix ampliou a bancarização sem canibalizar o mercado de cartões.







