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MED 2.0Destaque

BC torna obrigatório rastreamento avançado de golpes via Pix

MED 2.0 fecha brecha usada por criminosos e passa a seguir o dinheiro em cadeia de transferências fraudulentas

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Atualizado em

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Banco Central tornou obrigatório neste domingo (2) o MED 2.0, nova versão do Mecanismo Especial de Devolução que rastreia golpes via Pix em cadeia. A ferramenta fecha uma brecha explorada por criminosos, que transferiam valores para múltiplas contas para escapar do bloqueio. Mais de 28 milhões de pessoas foram vítimas de fraudes digitais em 2025, segundo a Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP).

Instituições financeiras e de pagamento têm até maio de 2026 para ajustes técnicos e estabilização dos sistemas, mas a obrigatoriedade do MED 2.0 já está valendo. Segundo o Seu Dinheiro, a atualização analisa mais de 30 sinais de comportamento para identificar transações suspeitas e permite bloqueio automático em toda a cadeia de transferências.

Como funciona o rastreamento em cadeia

A primeira versão do MED, criada em 2021, permitia apenas o bloqueio da primeira conta receptora de um Pix fraudulento. Se o golpista transferisse o valor para outras contas, o dinheiro escapava do sistema de devolução. O MED 2.0 resolve esse problema rastreando o caminho completo do valor roubado, mesmo quando pulverizado em diferentes instituições.

A ferramenta funciona de forma integrada aos aplicativos bancários. Ao identificar uma transação suspeita, o cliente acessa o Pix no extrato e seleciona a opção de contestar ou reportar fraude. O processo é totalmente digital, sem necessidade de atendimento presencial, e o prazo para devolução dos valores pode chegar a sete dias.

Novas funcionalidades e próximos passos

Além do rastreamento em cadeia, o MED 2.0 introduz três recursos adicionais: botão de contestação obrigatório nos apps, bloqueio automático e preventivo ao longo da cadeia de transferências, e processo de devolução mais ágil. O Banco Central reforça que o Pix continua sendo um meio de pagamento instantâneo e irreversível, com devolução aplicada apenas em casos de fraude comprovada.

A atualização representa um avanço relevante no combate a golpes digitais, mas especialistas alertam que os criminosos já buscam novas formas de driblar os sistemas de segurança. A expectativa do BC é que o rastreamento em cadeia reduza significativamente o volume de valores perdidos em fraudes via Pix ao longo de 2026.

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