Correntistas PJ do Santander podem agora cobrar com cartão por aproximação sem sair do aplicativo do banco. A Getnet, fintech de pagamentos do Grupo Santander, ativou o Get Tap diretamente no Santander Empresas, eliminando a necessidade de um segundo app e permitindo transações de qualquer valor com taxa a partir de 0,89% por operação.
Tap on Phone no Brasil
| Período |
Volume |
| 2025 |
R$ 78 bilhões |
| 2026 (projeção) |
Acima de R$ 100 bilhões |
Dados da Abecs sobre Tap on Phone. Fonte: Finsiders Brasil
A solução integrada
O Get Tap transforma o celular em terminal de pagamento por aproximação, sem necessidade de maquininha física. Com a integração ao app Santander Empresas, o cliente PJ já credenciado na Getnet ativa o recurso automaticamente, sem novo cadastro. A solução requer Android 12 ou superior com NFC habilitado e aceita débito, crédito à vista e parcelado em até 12 vezes pelas bandeiras Elo, Mastercard e Visa.
Para proteger transações sem limite de valor, o sistema usa teclado com posições randomizadas a cada uso, dificultando a captura visual ou digital da senha. “A entrega reforça nossa estratégia de oferecer soluções cada vez mais integradas, completas e seguras para nossos clientes PJ no aplicativo Santander Empresas […]”, disse Paulo Duailibi, diretor de Produtos do Santander.
Um mercado em expansão acelerada
O Tap on Phone movimentou R$ 78 bilhões no Brasil em 2025, com projeção de superar R$ 100 bilhões neste ano, segundo a Abecs. O movimento do Santander se insere numa disputa mais ampla: Mercado Pago, InfinityPay e outros provedores já operam com soluções de SoftPOS no mercado brasileiro. Em paralelo, o Pix por aproximação atingiu 1 milhão de transações em março, abrindo outra frente de pagamento via NFC para as mesmas PMEs.
O Santander planeja ampliar o Get Tap para clientes Pessoa Física até o fim de 2026. A Getnet também desenvolve o “Tap on Everything”, que estende a lógica a outros dispositivos além do celular, como totens e terminais fixos.
O que observar
O movimento sinaliza uma convergência entre conta bancária e adquirência dentro de um único aplicativo. Quanto mais o ciclo de pagamentos, recebimento e gestão financeira estiver concentrado em um único ambiente, menor o incentivo de clientes PJ para migrar para provedores independentes. Vale acompanhar se outros grandes bancos com adquirentes próprias replicarão a integração, e em que prazo.
A antecipação de recebíveis integrada ao mesmo fluxo seria o próximo passo natural para fechar o ciclo financeiro no app. Também merece atenção a disputa entre Tap on Phone de cartão e Pix por aproximação: ambas as tecnologias usam NFC e disputarão o mesmo espaço no celular do lojista, com modelos de custo distintos.
Fontes: TI Inside • Finsiders Brasil • Let’s Money