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Treeal usa open finance e Pix para escalar palma da mão

A Treeal uniu palma da mão ao Pix e ao open finance, com um fundo de R$ 50 mi para crédito e plano de distribuir 100 mil dispositivos no país.

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· 4 min

Atualizado em

Foto: Reprodução

A Treeal e a Teros estruturaram uma jornada de pagamento por palma da mão conectada ao Pix e ao open finance, com fundo de crédito de R$ 50 milhões e plano de distribuir 100 mil dispositivos no país. A iniciativa sai de pilotos para fase de estruturação comercial depois de dois outros movimentos no mercado: a Positivo Tecnologia lançou nova geração de terminais com biometria de palma em abril e a Ingenico concluiu testes em parceria com a Cielo em Barueri (SP).

Palma da mão no varejo brasileiro: movimentos de 2026

Player Movimento
Treeal + Teros Jornada open finance + Pix; R$ 50 mi de crédito; 100 mil dispositivos previstos
Positivo Tecnologia Nova geração de POS com biometria de palma lançada em abril de 2026
Ingenico + Cielo Testes concluídos em Barueri (SP), hub Garagem da Cielo; ~70 participantes

Movimentos no varejo brasileiro. Fonte: Valor Econômico

Cadastro único pelo open finance

O diferencial da parceria entre Treeal e Teros está na infraestrutura por trás da leitura biométrica. O usuário realiza um único onboarding com consentimento para compartilhamento de dados via open finance e, a partir daí, usa a solução em diferentes estabelecimentos sem repetir etapas. A palma funciona como validador de identidade em uma jornada que integra cadastro, dados financeiros e decisão de crédito. “O que resolvemos aqui é a integração entre cadastro, consentimento e decisão de crédito de forma governada e escalável, e é isso que viabiliza esse tipo de produto”, afirmou Lígia Lopes, CEO da Teros.

Do lado da autenticação, a Treeal adota duas camadas independentes: leitura da superfície da palma e das veias internas, o que eleva a precisão e a segurança em relação a gerações anteriores de biometria. “A palma da mão funciona como um validador de identidade dentro de uma jornada maior. O objetivo é eliminar etapas e tornar a experiência mais fluida”, disse João Santos, CEO da Treeal. Quando conectado ao Pix, o cliente não precisa nem de cartão para pagar.

A empresa recebeu autorização do Banco Central para operar como Instituição de Pagamento e como Iniciadora de Transação de Pagamento em 2025, o que habilita a integração direta com o ecossistema Pix e o open finance. O Brasil, que já possui a base de infraestrutura mais avançada do mundo nesse campo, virou tema constante de análise: o Pix e o open finance transformaram o país em laboratório global de pagamentos.

Positivo, Ingenico e Cielo avançam no mesmo campo

A iniciativa da Treeal com a Teros não está isolada. A Positivo Tecnologia lançou em abril nova geração de terminais de ponto de venda com biometria de palma integrada, posicionando a tecnologia como alternativa menos invasiva ao reconhecimento facial. Em paralelo, a Ingenico concluiu os testes de pagamento com a palma no Brasil em parceria com a Cielo: as transações ocorreram em uma lanchonete na sede da Cielo em Barueri (SP), pelo hub Garagem, com cerca de 70 participantes em débito e crédito.

No campo internacional, o Let’s Money já havia reportado que a Fiserv integrou biometria de rosto e palma ao POS via Clover para o varejo americano. O Brasil entra no mesmo movimento com infraestrutura própria: Pix como trilho de pagamento e open finance como base de dados.

O que observar

O histórico de tentativas anteriores de biometria no varejo brasileiro revela o padrão recorrente: as soluções não escalaram porque não resolveram simultaneamente a adoção pelo comerciante e pelo consumidor. A integração via open finance reduz a fricção do cadastro, mas o problema persiste pelo lado dos estabelecimentos: a penetração depende de acordos comerciais e de custo de hardware que precisam ser viáveis para pequenos varejistas, não apenas para redes. O fundo de crédito de R$ 50 milhões é um sinal de que o modelo prevê concessão de crédito como parte da jornada, o que muda o perfil de risco da operação e requer que a equação de inadimplência feche.

A convergência de múltiplos fabricantes e integradores no mesmo ciclo sugere que a janela de lançamento foi aberta, mas não garante que algum player específico a aproveite com escala. A existência de Pix e open finance remove barreiras de infraestrutura que travavam gerações anteriores, mas o fator decisivo será quem conseguir construir primeiro a base de estabelecimentos ativa o suficiente para gerar demanda espontânea do consumidor pelo cadastro.

Fontes: Valor EconômicoTI InsideLet’s MoneyLet’s Money

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