O Pix transformou o Brasil em um laboratório global de pagamentos e com vantagem de tempo relevante. A avaliação é de Brett King, futurista australiano e um dos principais pensadores da transformação digital no sistema financeiro, que afirma que o país está cerca de dez anos à frente dos Estados Unidos quando o assunto é infraestrutura de pagamentos.
A declaração foi feita durante passagem por Brasília, onde King participou do Encontro Anual de Gestores da Caixa. Mais do que um elogio pontual ao Pix, a análise aponta para um deslocamento estrutural do eixo de inovação em pagamentos, historicamente concentrado em mercados desenvolvidos.
Pix antecipou o modelo de pagamentos do futuro
Segundo King, enquanto o Brasil já opera pagamentos instantâneos em larga escala, com liquidação imediata, integração ao cotidiano e evolução contínua de casos de uso, os Estados Unidos ainda dependem de sistemas fragmentados, intermediários e fortemente ancorados em cartões. “O Pix antecipou um modelo que o resto do mundo ainda está tentando construir”, avaliou, de acordo com o “Metrópoles”.
A leitura ganha peso quando o futurista afirma que grandes players globais, como Visa e Mastercard, já trabalham com a perspectiva de um “futuro sem plástico”, inspirado em estruturas semelhantes ao Pix. Na prática, isso significa reconhecer que o modelo de cartões, embora ainda dominante, começa a enfrentar limites operacionais, de custo e de experiência diante de sistemas baseados em conta, APIs e liquidação em tempo real.







