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Presidente do México cita Pix como “exemplo a ser seguido”

Sheinbaum classificou o Pix como “exemplo a ser seguido” pelo México para reduzir ilegalidades. Petro fez pedido semelhante no início de abril.

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Divulgação / BC

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, classificou o Pix como um “exemplo a ser seguido” nesta segunda-feira (27), ao defender a digitalização de pagamentos como instrumento para combater lavagem de dinheiro e ilegalidades. É a segunda líder da América Latina a citar o modelo brasileiro como referência em menos de um mês.

América Latina e o Pix como modelo (2026)

País Líder Posição
Colômbia Gustavo Petro Pediu extensão do Pix à Colômbia (abr. 2026)
México Claudia Sheinbaum “Exemplo a ser seguido” para reduzir ilegalidades (27 abr. 2026)

Declarações públicas de presidentes sobre o Pix em 2026. Fonte: Pleno.News

Da declaração ao sistema

Sheinbaum fez o comentário em conferência de imprensa ao discutir a expansão dos pagamentos digitais no país. “Quanto menos dinheiro em circulação, menor será a lavagem, menos irregularidades e ilegalidades. Estamos progredindo na digitalização. Vai ajudar o governo, a sociedade e as pessoas”, declarou a presidente. Além do Pix, ela citou a Índia como exemplo de nação que avançou na digitalização monetária nos últimos anos.

O México tem o CoDi (Cobro Digital), plataforma de pagamentos instantâneos do Banco de México lançada em 2019, mas que não alcançou escala comparável ao sistema brasileiro. O Pix, instituído pelo Banco Central em novembro de 2020, já alcançou mais de 170 milhões de usuários, equivalente a 80% da população.

Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro fez movimento semelhante no início de abril, ao pedir ao Brasil que extendesse o Pix ao país. A Colômbia lançou o Bre-B, sistema desenvolvido com base técnica no Pix, em outubro de 2025. O elogio de líderes regionais ocorre enquanto empresas americanas questionam o sistema e o Pix ganha espaço nas discussões sobre pagamentos instantâneos globais.

O que observar

A distância entre intenção presidencial e implementação institucional é larga. Sistemas de pagamentos instantâneos com adoção em escala exigem mandato do banco central, interoperabilidade obrigatória entre instituições financeiras e anos de adoção gradual. O que presidentes fazem é sinalizar prioridade política; quem executa é o regulador. O teste não é o que foi declarado, mas o que o banco central de cada país fará com isso.

O segundo vetor é geopolítico: enquanto pressões dos EUA buscam restringir o Pix sob alegação de concorrência desleal, líderes da América Latina o citam como referência positiva de soberania monetária digital. Essa tensão define o ambiente em que o BC decide se e como avança na internacionalização do sistema.

Fontes: Pleno.NewsPoder360

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