Mesmo com o avanço acelerado dos pagamentos digitais no Brasil, a Tecban, responsável pela rede Banco24Horas, decidiu reforçar sua aposta na infraestrutura física de serviços financeiros. A companhia planeja instalar mais mil unidades do mini Banco24Horas em 2026, ampliando a presença do modelo compacto de autoatendimento em estabelecimentos comerciais.
O movimento ocorre em um cenário marcado por dois vetores simultâneos: de um lado, o crescimento do Pix; de outro, a redução contínua do número de agências bancárias no país. Em 2025, as instalações do mini Banco24Horas cresceram 177% em relação a 2024, totalizando 1.775 dispositivos em operação.
Os equipamentos compactos permitem saques, consulta de saldo, emissão de extratos, pagamento de débitos veiculares e recarga de celular. Com formato semelhante ao de máquinas de cartão, eles podem ser instalados diretamente no varejo, ao lado dos meios tradicionais de pagamento eletrônico.
Dinheiro físico segue relevante
Apesar da digitalização, o uso de dinheiro não desapareceu. Em 2025, a Tecban registrou um crescimento de 75% no volume de saques realizados por meio do mini Banco24Horas. Ao todo, foram movimentados R$ 587 milhões em 2,1 milhões de transações nesses dispositivos.
Segundo Gabriel Perera, superintendente de produtos da Tecban, a estratégia busca ampliar a capilaridade do acesso financeiro. “Soluções como o mini Banco24Horas permitem oferecer serviços em regiões mais distantes ou de menor escala de forma eficiente, beneficiando tanto os clientes quanto os varejistas”, afirma, de acordo com o “Infomoney“.
A leitura da empresa é que o dinheiro físico segue desempenhando papel relevante, especialmente em centros urbanos específicos e regiões com menor infraestrutura bancária, onde o acesso rápido a serviços financeiros ainda depende de pontos físicos.







