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Custódia criptoCripto · bitcoin

Deutsche Bank prepara custódia cripto e mira Ásia em 2027

Maior banco alemão vai começar pela guarda de bitcoin e ether, quer levar a plataforma à Ásia em 2027 e prevê, depois, serviços com stablecoins.

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· 3 min

O Deutsche Bank, maior banco da Alemanha, está a poucas semanas de pôr no ar o primeiro serviço de ativos digitais da sua história: a custódia de criptomoedas, que estreia no mercado alemão. O cronograma foi descrito à Reuters em 16/10/2026 por Gerald Podobnik, codiretor do banco corporativo do Deutsche Bank, segundo a agência, e prevê a chegada à Ásia em 2027.

Bitcoin e ether primeiro, stablecoins depois

A oferta vai ser liberada em fases, segundo o executivo. Na largada, o banco vai guardar as criptomoedas de maior peso, como bitcoin e ether. Numa etapa seguinte, a plataforma deve ganhar serviços para que os clientes troquem dinheiro por stablecoins de grande circulação e façam também o caminho de volta. A reportagem não dá data para a etapa das stablecoins.

O plano não para na custódia. Podobnik citou a intenção de oferecer depósitos tokenizados e de apoiar clientes que queiram emitir títulos registrados em blockchain, como bonds digitais. Na leitura dele, essas soluções entram como serviço extra, ao lado do portfólio de sempre.

“Acredito que, como sistema financeiro, vamos precisar oferecer soluções tokenizadas ou em blockchain aos nossos clientes […] mas não necessariamente para substituir o que fazemos hoje”, disse Podobnik, em tradução livre.

Ásia e meta de crescimento até 2028

Concluída a estreia alemã, o passo seguinte é instalar a plataforma de custódia em centros financeiros asiáticos em 2027. Segundo Podobnik, a frente cripto compõe a estratégia que busca para o corporate banking do Deutsche Bank uma expansão anual composta de 8% até 2028. Podobnik, que soma 23 anos de casa, deu a entrevista em Bangkok, durante as reuniões do FMI e do Banco Mundial.

Deutsche Bank · plano de ativos digitais

Custódia cripto começa na Alemanha e chega à Ásia em 2027

Etapas descritas pelo banco à Reuters; nenhuma delas foi concluída

Linha do tempo do plano de ativos digitais do Deutsche Bank, segundo Gerald Podobnik à Reuters em 16/10/2026: nas próximas semanas, estreia na Alemanha com custódia de bitcoin e ether; em 2027, plano de levar a plataforma de custódia a centros financeiros da Ásia; até 2028, meta de 8% de crescimento anual composto no banco corporativo. Nenhuma etapa foi concluída.

Cronograma previsto pelo banco. Fonte: Gerald Podobnik, do Deutsche Bank, à Reuters (16/10/2026). Arte: Let’s Money.

Para justificar a aposta, o executivo apontou o avanço da economia digital. Como exemplo, mencionou as centenas de bilhões de dólares mantidos hoje em stablecoins, um sinal, segundo ele, de que surgiram novas fontes de valor nos últimos 20 anos.

A Ásia já aparece em outra frente do grupo alemão: o Deutsche Bank usa IA para checar origem de fortunas na Ásia.

Outros bancos tradicionais andam na mesma direção. Na Europa, o banco BNY guarda cripto de instituições escolhidas.

O que observar

A primeira pergunta é sobre o público. A reportagem não diz se a custódia vai atender só empresas e instituições atendidas pelo banco corporativo, nem quais autorizações sustentam o serviço em cada país. Para bancos de grande porte na Europa, a ordem escolhida, guardar o ativo antes de movimentar stablecoins, mostra por onde começa a oferta, e vale acompanhar se essa sequência se repete na Ásia.

Outro ponto é o intervalo entre as etapas. Com a Alemanha prevista para as próximas semanas e a Ásia para 2027, o ritmo da expansão pode depender de regras locais de cada centro financeiro. Também vale ver se depósitos tokenizados e emissão de bonds digitais ganham prazo, já que por enquanto aparecem como plano sem data.

Fontes: Reuters • Let’s Money: Deutsche Bank usa IA para checar origem de fortunas na Ásia • Let’s Money: Banco BNY guarda cripto de instituições escolhidas na Europa

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