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2º AtoBaaS · BaaS

O que 27 anos ensinam sobre liderar um mercado que continua se reinventando

Aos 27 anos e mais de 15 como instituição autorizada pelo BC, a BMP aposta em governança e infraestrutura para liderar a fase regulada do BaaS.

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Marcelo Schucman da BMP. Foto: Abner Garcia/Let's Money

Durante muito tempo, inovação foi o principal critério para medir a evolução do mercado financeiro. A chegada das fintechs, do Open Finance e do Banking as a Service (BaaS) ampliou a concorrência, acelerou a transformação digital e criou novos modelos de negócio. Agora, o setor entra em uma nova fase. Mais madura, mais exigente e mais regulada.

Para Marcelo Schucman da BMP, esse movimento representa uma evolução natural de um mercado que cresceu rapidamente e agora precisa consolidar suas bases. “Quem custodia recursos de terceiros sempre teve uma responsabilidade diferente. O papel do Banco Central é proteger o sistema financeiro e reduzir o risco sistêmico. O aumento da régua regulatória fortalece o mercado e eleva o nível de todos os participantes.”

27 anos de infraestrutura antes do BaaS ter nome

A BMP chega a esse momento com uma perspectiva construída ao longo de 27 anos de atuação e mais de quinze anos como instituição autorizada pelo Banco Central. Muito antes de o Banking as a Service receber esse nome, a empresa já desenvolvia infraestrutura financeira para que outras organizações oferecessem produtos e serviços financeiros aos seus clientes. Essa trajetória permitiu acompanhar a evolução do setor desde seus primeiros movimentos e participar da construção de um mercado que hoje ocupa posição estratégica na transformação financeira do país.

Essa experiência também moldou uma convicção. Mercados inovadores não amadurecem apenas com novas tecnologias. Amadurecem quando conseguem combinar inovação, segurança, capacidade de execução e confiança.

O 2º Ato da BMP

É justamente essa mudança que a BMP define como seu 2º Ato. Não se trata de uma ruptura com a própria história, mas da evolução natural de uma empresa que ajudou a construir um mercado e agora prepara sua estrutura para liderar sua próxima fase.

“O crescimento continua sendo importante. Mas ele só é sustentável quando acontece apoiado por governança, gestão de risco e disciplina operacional”, afirma Schucman.

Governança deixa de ser custo e vira estratégia

Essa visão também muda a forma de enxergar compliance, prevenção à lavagem de dinheiro (PLD) e gestão de risco. Durante muito tempo essas estruturas foram vistas como áreas de controle, criadas para reduzir exposição ou atender exigências regulatórias. Na avaliação do executivo, essa lógica ficou para trás.

Hoje, governança faz parte da capacidade competitiva das empresas. Ela reduz incertezas, fortalece a confiança dos parceiros, aumenta a resiliência operacional e cria condições para crescer de forma consistente. Em outras palavras, deixa de ser um custo necessário para se tornar parte da própria estratégia.

No BaaS, a infraestrutura ganha protagonismo

O mesmo acontece com o BaaS. Nos primeiros anos do setor, a tecnologia ocupou naturalmente o centro das discussões. APIs, integrações e velocidade de implementação eram fatores decisivos. Mas, à medida que o mercado amadurece, a infraestrutura necessária para sustentar essas operações passa a ganhar protagonismo.

Para a BMP, infraestrutura financeira vai muito além da tecnologia. Ela combina licença regulatória, experiência operacional, gestão de risco, compliance, profundidade em crédito, funding, tecnologia proprietária e relacionamento permanente com o regulador. É essa combinação que permite operar em escala de forma sustentável.

“O desafio nunca foi apenas integrar sistemas. Sempre foi construir operações capazes de continuar funcionando quando o mercado muda.”

Essa visão também redefine o papel da própria BMP. Mais do que fornecer infraestrutura tecnológica, a companhia atua como parceira na estruturação de operações financeiras, conectando crédito, funding, tecnologia, governança e conformidade regulatória para apoiar o crescimento de seus clientes.

Os dois caminhos do mercado financeiro

Na avaliação de Schucman, o mercado tende a seguir dois caminhos. De um lado, empresas que investirão continuamente em governança e infraestrutura para operar soluções financeiras reguladas. De outro, organizações que optarão por atuar exclusivamente como fornecedoras de tecnologia. O espaço intermediário, onde existe licença sem investimento compatível em estrutura, tende a se tornar cada vez menos sustentável.

Essa mudança também altera os critérios de decisão dos clientes. Capacidade de resposta a incidentes, histórico de relacionamento com o regulador, maturidade operacional, investimentos em prevenção e experiência acumulada passam a ter peso semelhante ao da tecnologia na escolha de um parceiro.

A lição de 27 anos: inovação e governança não competem

Depois de 27 anos acompanhando diferentes ciclos do mercado financeiro, a principal lição, segundo a BMP, é que inovação e governança não competem entre si. Pelo contrário. Quanto mais relevante se torna uma operação, maior é a necessidade de uma estrutura capaz de sustentá-la no longo prazo.

É essa visão que orienta o novo momento da companhia. Um momento que combina experiência, evolução e liderança para continuar apoiando parceiros em um mercado que seguirá se reinventando. Porque, ao final de cada ciclo, a tecnologia evolui, os modelos de negócio mudam e a regulação se transforma. O que permanece é a confiança construída ao longo do tempo.

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