O Mercado Pago já deixou de ser apenas um meio de pagamento no Chile. Depois de consolidar uma das maiores bases de contas digitais e cartões de pré-pago do país, a fintech do grupo Mercado Livre se prepara para dar um passo estrutural em 2026: o lançamento de sua própria “tarjeta de crédito“, ampliando sua atuação no crédito ao consumo e aprofundando a competição com os bancos tradicionais.
A estratégia foi confirmada por Matías Spagui, diretor sênior do Mercado Pago no Chile, e sinaliza uma mudança relevante no posicionamento da empresa no mercado local. O cartão de crédito deve ser lançado a partir da ampliação da licença atual de emissor de prepago, já solicitada à Comissão para o Mercado Financeiro (CMF). Com a aprovação regulatória, o Chile se tornará o quarto mercado da fintech a contar com o produto, depois de Brasil, México e Argentina.
Movimento do Mercado Pago
O movimento ocorre após um ciclo de forte expansão da conta digital e do cartão de prepago. Dados da CMF mostram que sete em cada dez chilenos que utilizam cartões de pré-pago usam o do Mercado Pago, um desempenho que colocou a fintech atrás apenas do Banco Estado em número de cartões em circulação.
Mais do que escala, a empresa vem construindo um ecossistema financeiro mais amplo. Atualmente, cerca de 2,2 milhões de usuários mantêm recursos aplicados na conta remunerada do Mercado Pago, em parceria com o Banco Bice, e mais de 1,4 milhão de pessoas já utilizam a opção de parcelamento sem cartão dentro do Mercado Livre.
Para 2026, a ambição é expandir esse crédito para todo o ecossistema da fintech, potencialmente dobrando a base de usuários atendidos.








