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Agentes de IAIA · Agentes de IA

BofA e Wells Fargo estudam aceitar o agente de IA do cliente

Bank of America, Wells Fargo, Synchrony e BBVA estudam regras para agentes de IA de terceiros; consultoria estima até 50 mil tokens por sessão.

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· 4 min

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Jonathan Weiss / Shutterstock.com

Bank of America (BofA), Wells Fargo, Synchrony e o espanhol BBVA entraram no Personal Agent Protocol, padrão aberto que deixa a empresa fixar o que um agente de IA de fora pode fazer dentro dos seus sistemas, segundo reportagem do American Banker de 15 de outubro de 2026. O jornal fala em grupo pequeno, ainda na fase de exploração; a reportagem não cita produto lançado por nenhum dos quatro.

Para o BBVA, o tema não é novo. Em 15 de outubro, o Let’s Money mostrou que o BBVA aderiu ao Poppy, o padrão de agentes pessoais apoiado por Sierra e Meta; a apuração do American Banker põe três bancos americanos no mesmo grupo.

A ideia tem nome em inglês: bring your own agent. O cliente escolhe o assistente de IA do dia a dia, e bancos e varejistas precisam ter a estrutura pronta para que esse agente se conecte a eles.

Quem já abre a porta e quem fecha

A Robinhood permite que o cliente plugue o modelo de linguagem preferido no MCP (model context protocol) dela, e a Coinbase deixa a conta ser ligada direto a assistentes de IA para negociar e pagar. No polo oposto, o JPMorganChase avisou que vai barrar agentes de IA de terceiros, e a Amazon disse o mesmo, conforme o American Banker.

Aceitar, regular ou barrar o agente do cliente

Postura Quem Como
Já aceita Robinhood e Coinbase Modelo do cliente ligado ao MCP; conta conectada a assistentes para negociar e pagar
Explora regras Bank of America, Wells Fargo, Synchrony e BBVA Protocolo em que a empresa define o que o agente pode fazer
Diz que vai bloquear JPMorganChase e Amazon Veto a agentes de IA de terceiros

Posições relatadas pelo American Banker em 15/10/2026. Fonte: American Banker

O protocolo, apelidado de Poppy, tem como patrocinadores Meta, Stripe, Shopify, Walmart, Sierra.AI e a Instinct, que oferece agentes pessoais. Outros 35 parceiros de design participam, entre eles OpenAI, Visa, PayPal, Mastercard, Chime, Adyen e Target. “O Poppy é construído sobre o princípio de que os clientes decidem que acesso dar aos seus agentes pessoais, e as empresas definem parâmetros para o que esses agentes podem fazer”, diz a Sierra.AI, em tradução livre.

O argumento do custo

Para Richard Crone, da Crone Consulting, o padrão ainda engatinha, mas mostra bancos atrás de um jeito de admitir agentes externos. “Os bancos não vão se limitar à própria IA proprietária. Eles vão reconhecer que o consumidor vai querer trazer o agente de sua preferência”, disse ele ao American Banker, em tradução livre.

A procura já aparece nos números: o Meta Muse somou 2,5 milhões de downloads nos EUA, em todas as plataformas, entre o lançamento, em 8 de setembro de 2026, e 19 de setembro de 2026, pela conta do BofA Global Research citada na reportagem.

Crone vê ainda um motivo de bolso, o gasto com tokens. A consultoria dele calcula que uma sessão bancária conduzida por agente consuma de 15 mil a 50 mil tokens. “A única forma de fazer isso é delegar esse custo ao LLM do próprio consumidor. O Bank of America não comprou um celular para você e não pagou o seu plano de dados quando lançou o mobile banking”, afirmou, em tradução livre.

Agentes de IA pessoais · uso e custo

O agente pessoal ganha usuários, e cada sessão no banco consome milhares de tokens

Downloads do Meta Muse, custo estimado por sessão e tamanho do grupo do protocolo

Três números do debate sobre agentes de IA pessoais em bancos. O Meta Muse chegou a 2,5 milhões de downloads acumulados nos EUA entre o lançamento, em 8 de setembro de 2026, e 19 de setembro de 2026, segundo o Bank of America Global Research. A Crone Consulting estima que uma sessão bancária feita por agente de IA use de 15 mil a 50 mil tokens. O Personal Agent Protocol tem 35 outros parceiros de design além dos patrocinadores.

Fonte: Bank of America Global Research e Crone Consulting citados pelo American Banker (15/10/2026). Arte: Let’s Money.

O risco que fica com o banco

Abrir o sistema a agentes de fora é um risco grande, avalia o American Banker, com os bancos já sob escrutínio pelos próprios chatbots. Kaue Tozzi, da Temenos, defende preparo agora: “Para muitas instituições financeiras, os primeiros pagamentos agênticos provavelmente já aconteceram no banco delas, só que elas não sabem disso”, disse, em tradução livre.

O que observar

A primeira dúvida é a responsabilidade: se o agente trazido pelo cliente paga errado, quem arca? O protocolo trata de permissões, e a reportagem não cita regra de disputa entre banco, cliente e fornecedor do agente.

A segunda é se o argumento dos tokens convence os bancos que preferem bloquear, e se mais instituições grandes passam do estudo a pilotos com agentes externos.

Fontes: American Banker • Let’s Money: BBVA adere ao Poppy, padrão de IA liderado por Sierra e Meta

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