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SegurançaSegurança · André Mendonça

Banqueiro usou phishing para invadir Ministério Público

Daniel Vorcaro e equipe teriam roubado senhas de funcionários para acessar investigações sigilosas e sistemas internacionais

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Atualizado em

Foto: Divulgação

A Polícia Federal identificou que o banqueiro Daniel Vorcaro e sua equipe utilizaram a técnica de spear phishing para realizar a invasão do MPF e obter acesso a documentos sigilosos. A operação, classificada como sofisticada pelos investigadores, resultou na prisão preventiva de Vorcaro e outras três pessoas nesta quarta-feira, 4 de março.

Como funcionou o golpe digital

A técnica consistiu no envio de e-mails fraudulentos que simulavam comunicações legítimas do Ministério Público Federal. As mensagens solicitavam que funcionários inserissem suas credenciais de acesso aos sistemas internos da instituição.

Segundo informações da IstoÉ Dinheiro, após conseguirem as senhas, pessoas ligadas a Vorcaro invadiram sistemas internos e acessaram gabinetes de diversos investigadores. O objetivo era obter documentos de investigações sigilosas relacionadas ao interesse direto do banqueiro.

Extensão internacional da invasão

Além do Ministério Público Federal, a equipe também teria conseguido acessar sistemas de organismos internacionais. Entre eles estão a Interpol e o FBI, conforme consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.

O ministro destacou na decisão que os acessos ocorreram mediante o uso de credenciais funcionais pertencentes a terceiros. Isso permitiu a obtenção de informações protegidas por sigilo institucional, incluindo dados da própria Polícia Federal.

Defesa nega acusações

A defesa de Vorcaro afirmou que o empresário sempre colaborou de forma transparente com as investigações. Os advogados negam as alegações e confiam que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.

Os investigadores ainda aprofundam a análise para determinar a extensão completa da invasão. A suspeita surgiu a partir de diálogos do banqueiro que indicaram a contratação de hackers para o serviço de invasão dos sistemas.

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