Brasileiros confiam na tecnologia, mas ignoram apps de finanças
Levantamento realizado pela Lina Open X, utilizando a plataforma de consumer insights da MindMiners, revela alta adesão aos apps bancários, mas baixo engajamento com funcionalidades de educação e controle financeiro
Apesar da forte digitalização do sistema financeiro brasileiro, o uso efetivo de ferramentas de educação e controle financeiro ainda é limitado. O estudo inédito “Do PIX ao planejamento financeiro: como a tecnologia está mudando nossa relação com o dinheiro”, foi conduzido pela Lina Open X por meio da plataforma de consumer insights da MindMiners e revela que 81% dos brasileiros utilizam o aplicativo do banco, mas apenas 19% fazem uso de aplicativos de gestão financeira pessoal.
O levantamento ouviu 1.000 pessoas, homens e mulheres, maiores de 18 anos, de todas as regiões do país. Todas elas integram o MeSeems, painel proprietário de respondentes da MindMiners. O estudo mostra ainda que 72% das pessoas reconhecem a tecnologia como aliada no controle das finanças. No entanto, o engajamento com funcionalidades de educação e controle financeiro dentro dos próprios apps bancários permanece baixo.
Os dados apontam que 48% dos usuários ainda controlam suas finanças por meio de anotações e planilhas pessoais, indicando uma lacuna significativa entre a percepção positiva sobre tecnologia e sua aplicação prática no dia a dia financeiro. Outro dado relevante é que 38% dos entrevistados afirmam receber dicas de finanças pessoais de seus bancos, mas as ignoram ou raramente seguem, enquanto 33% sequer sabem se recebem esse tipo de informação.
“Os bancos têm uma oportunidade única de transformar essa percepção positiva em engajamento real. O brasileiro reconhece o valor da tecnologia, usa o app bancário diariamente, mas ainda não encontrou no próprio banco uma solução de educação financeira que realmente faça sentido para sua rotina”, afirma o CEO da Lina Open X, Alan Mareines.
Falta de educação formal e tempo são principais barreiras
A pesquisa também revelou desafios estruturais: 37% dos entrevistados nunca tiveram educação financeira formal, e 38% citam a falta de disciplina ou tempo como principal barreira para organizar suas finanças. Esses números evidenciam a necessidade de soluções que sejam não apenas informativas, mas também práticas, integradas e personalizadas.
“Quando a educação financeira depende exclusivamente do esforço do usuário, ela tende a ser deixada de lado. O desafio, e a oportunidade, está em integrar esse apoio à rotina financeira das pessoas, usando dados e tecnologia para orientar decisões de forma simples, contínua e personalizada”, complementa Mareines.
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Open Finance avança, mas ainda enfrenta barreiras de uso
No contexto do Open Finance, o cenário é misto: 40% já ouviram falar do sistema mas não utilizam, enquanto 37% conhecem e já compartilharam dados. Esse índice de conhecimento sugere que há espaço para soluções que explorem o potencial do Open Finance de forma mais acessível e educativa.
“Os dados mostram que o Open Finance deixou de ser um conceito distante, mas ainda precisa ser traduzido em benefícios claros para o usuário final. Quando bem aplicado, ele permite criar experiências financeiras mais personalizadas, que ajudam o cliente a entender melhor sua realidade e a tomar decisões mais conscientes”, ressalta o CEO da Lina Open X.
Regulação impulsiona mercado de educação financeira
A Resolução Conjunta nº 8 do Banco Central do Brasil reforça a urgência do tema ao estabelecer que instituições financeiras devem adotar medidas de educação financeira, garantindo acesso a ferramentas de organização e planejamento do orçamento pessoal e familiar, formação de poupança, resiliência financeira e prevenção ao superendividamento.
Para Alan Mareines, a regulação representa mais do que uma obrigação. “É uma oportunidade para as instituições financeiras. Alguns bancos e fintechs já estão explorando ferramentas de educação e gestão financeira integradas como um diferencial para os clientes, e essa ação contribui para o engajamento e a fidelização, em um mercado extremamente competitivo e marcado por uma corrida acelerada pela principalidade”, avalia.
O mercado tem respondido com o desenvolvimento de soluções tecnológicas que combinam Open Finance e inteligência artificial, permitindo que instituições disponibilizem rapidamente ferramentas de gestão financeira personalizada sem precisar desenvolver do zero.
Ferramentas gratuitas, integradas aos apps bancários, podem facilitar muito o dia a dia neste sentido. Um exemplo é o Tutor Financeiro, ferramenta desenvolvida pela Lina Open X para que seja um serviço à população, de forma a contribuir com a educação financeira. O projeto foi selecionado pelo Lift Lab, programa de aceleração de soluções financeiras conduzido pela Fenasbac em parceria com o Banco Central. “O uso é muito simples: basta acessar a ferramenta, conectar as contas de forma segura e receber dicas e recomendações personalizadas sobre sua vida financeira. Com ele, é possível identificar dívidas, otimizar gastos e tomar decisões mais inteligentes, tudo isso com a ajuda do Open Finance e da IA”, explica Mareines.
“Acredito que hoje, o maior desafio das instituições financeiras é criar diferenciais competitivos. Ações educativas, integradas de forma orgânica à ferramentas de gestão financeira e inseridas no dia a dia do cliente dentro dos próprios apps bancários, vêm se consolidando como uma estratégia relevante, com impactos positivos também do ponto de vista sócio-educacional. É preciso estar onde o cliente já está, ou seja, nos aplicativos bancários, com soluções que realmente facilitam o controle da vida financeira, estimulam a formação de poupança e patrimônio, evitam o superendividamento e entregam valor perceptível e real ao cliente, “, finaliza.
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Lina Open
A Lina nasceu com o objetivo de construir soluções tecnológicas para apoiar instituições financeiras e seguradoras brasileiras em todas as necessidades relacionadas ao ecossistema de compartilhamento de dados e serviços do Open Finance. A empresa, que começou seus trabalhos no Open Banking, já é líder no Open Insurance e se consolidou como um dos mais importantes provedores de Open Finance do mercado brasileiro, sendo o parceiro estratégico de importantes instituições como B3, RTM e TecBan. Saiba mais: https://linaopenx.com.br/