A Superintendência-Geral do Cade aprovou sem restrições a compra da Linx pela Totvs, consolidando uma das operações mais estratégicas do mercado de software brasileiro. O negócio, anunciado em julho de 2025 por R$ 3,05 bilhões, marca a volta da Totvs a uma disputa que perdeu cinco anos atrás.
Em 2020, a Stone desembolsou R$ 6,7 bilhões para ficar com a Linx, vencendo a Totvs na corrida pela aquisição. Agora, a operação representa um deságio de 54,4% sobre o valor original. A diferença bilionária reflete o reposicionamento estratégico da Stone, que decidiu focar exclusivamente em pagamentos e se desfazer dos ativos de software.
Por que o Cade aprovou
A análise antitruste concluiu que os portfólios das duas empresas são complementares. A Totvs domina cadeias de manufatura, logística e agronegócio. Já a Linx se consolidou no varejo, com mais de 180 soluções atendendo desde pequenos empreendedores até grandes redes.
Conforme reportou a Central do Varejo, o órgão avaliou que a operação não gera riscos concorrenciais relevantes. Concorrentes e clientes consultados apontaram que o mercado segue competitivo, especialmente com a chegada de novas tecnologias como inteligência artificial e computação em nuvem.








