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Dock reúne BaaS sob CEO dedicado e lança ofensiva de crédito

Fabio Herszkowicz assume BaaS da Dock com todas as entidades reguladas. Fintech mira crédito com IA da Ant International e SCD em aprovação no BC.

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· 2 min

Atualizado em

Fabio Herszkowicz / Foto: Divulgação

A Dock criou uma liderança executiva dedicada para sua operação de banking as a service. Fabio Herszkowicz, com passagens por PagBank e Pague Menos, assume como CEO do BaaS, enquanto Antonio Soares segue como CEO do grupo. O foco da reestruturação é a entrada mais forte no crédito prevista para 2026.

Pipeline de crédito da Dock

Componente Descrição Status
SCD Sociedade de crédito direto Aprovação no BC
Motor de crédito IA Parceria com Ant International Em construção
LaaS Ativos da Credisfera (via Locaweb) Adquirido (dez. 2025)
FIDC Veículos de funding dedicados Em estruturação

Dock combina quatro frentes para montar operação de crédito embarcado integrada ao ecossistema de BaaS. Fonte: Valor Econômico

O que muda no BaaS da Dock

A divisão de BaaS passa a reunir todas as entidades reguladas da Dock, incluindo a licença de adquirente e a instituição de pagamento. “No futuro, observados os ritos regulatórios aplicáveis, também poderemos incorporar a SCD atualmente em processo de aprovação de troca de controle junto ao Banco Central”, disse Herszkowicz ao Valor Econômico. A Dock processa mais de R$ 1,4 trilhão em transações de cartão e mantém 75 milhões de contas ativas.

A estratégia de crédito combina três movimentos. No fim de 2024, a Dock firmou parceria com a Ant International, do grupo chinês Ant Group, para desenvolver um motor de crédito com inteligência artificial, como o Let’s Money reportou na época. Em dezembro de 2025, adquiriu da Locaweb ativos de lending as a service oriundos da Credisfera. E a SCD em aprovação permitirá originar crédito com estrutura própria e estruturar FIDCs como veículos de funding.

“Essa aposta visa nos posicionar entre os líderes da próxima geração de soluções de crédito embarcado no Brasil, equilibrando apetite de crescimento com disciplina de risco e eficiência de funding”, afirmou Herszkowicz. Em episódio do Café com BaaS, gravado para o podcast Let’s Money, executivos da Dock já detalhavam que a empresa opera em cinco verticais, incluindo BaaS, processamento de cartões, adquirência e gestão de risco, com presença em 11 países da América Latina.

O que observar

Provedores de BaaS que adicionam crédito à operação mudam de perfil: deixam de ser infraestrutura passiva e passam a competir diretamente com fintechs de crédito. A combinação de dados transacionais proprietários de dezenas de milhões de contas com motores de IA para originação cria uma vantagem estrutural difícil de replicar por entrantes que não processam pagamentos em escala. Concorrentes no BaaS já sinalizaram crescimento agressivo e descartaram IPO antes de consolidar receita recorrente.

Vale acompanhar se provedores de infraestrutura financeira que assumem risco de crédito conseguem manter disciplina de inadimplência enquanto escalam. A estruturação de FIDCs como veículos de funding dedicados resolve o lado do capital, mas o teste real está na qualidade da originação com IA. O primeiro balanço pós-ativação da SCD será o indicador concreto.

Fontes: Valor EconômicoNeoFeedLet’s Money PodcastLet’s Money

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