O mercado de embedded finance no Brasil deve movimentar US$ 18 bilhões até 2030, segundo o relatório Brazil Embedded Finance Databook Report 2025-2030, da consultoria GlobalData, citado por especialistas da área de Banking as a Service em publicação do portal TI Inside.
Vetores do embedded finance no Brasil
| Vetor | Papel no ecossistema |
|---|---|
| Open Finance | Compartilhamento de dados financeiros entre instituições, base para oferta personalizada |
| BaaS (Banking as a Service) | Infraestrutura financeira licenciada acessível a empresas não-financeiras via API |
| Crédito embutido | Linhas de crédito oferecidas diretamente em plataformas de varejo, SaaS e marketplaces |
| Seguros e pagamentos | Produtos integrados ao fluxo de compra ou uso de apps sem redirecionamento |
Elaborado com base em análise de especialistas de BaaS. Fonte: TI Inside
O Open Finance como infraestrutura do produto embutido
O crescimento do embedded finance depende da camada de dados que permite personalizar a oferta financeira fora dos canais bancários tradicionais. No Brasil, o Open Finance cumpre esse papel: ao viabilizar o compartilhamento de histórico de crédito, movimentação e renda entre instituições autorizadas, abre espaço para que varejistas, plataformas de gestão e marketplaces construam produtos de crédito, seguro ou pagamento ajustados ao perfil do usuário. O avanço do Open Finance no país, com potencial de reduzir juros e organizar contas, mas ainda com baixo alcance efetivo junto aos consumidores, é simultaneamente pré-requisito e gargalo para a expansão do modelo.
A camada de execução que conecta essa demanda à oferta é o BaaS. Empresas não-financeiras não precisam obter licença bancária própria para oferecer crédito ou conta digital: acessam infraestrutura regulada via API e operam sob o guarda-chuva de uma instituição parceira. Esse modelo se consolidou nos últimos anos, mas enfrenta revisão regulatória. O Banco Central intensificou a fiscalização de responsabilidade sobre provedores de BaaS, criando novos requisitos de governança para quem repassa serviços financeiros a terceiros. O impacto sobre o custo de estruturação de produtos embedded ainda está sendo absorvido pelo mercado.
O cenário de 2030 descrito pelo relatório da GlobalData depende da maturidade simultânea de três camadas: dados abertos funcionando como insumo para personalização, infraestrutura BaaS acessível a custo viável para não-financeiras e demanda real dos consumidores por produtos financeiros integrados no fluxo de uso de outros serviços. Cinco anos após o lançamento do Open Finance, o sistema ainda não chegou ao bolso da maioria dos brasileiros, o que coloca a jornada do consumidor como variável crítica para o crescimento do embedded finance na base da pirâmide de renda.








