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CriseNotícias · FGC

FGC: bancos terão impacto de até 1,9% no lucro em 2026

Novo modelo exige antecipação de até 84 meses de contribuições após resgate de R$ 52 bi no caso Master

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· 2 min

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O socorro de quase R$ 52 bilhões pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ao Banco Master, Will Bank e Banco Pleno vai pesar no bolso dos bancos brasileiros. Mas o impacto deve ser contido: entre 0,4% e 1,9% do lucro em 2026, segundo cálculos do Citi. A nova estrutura do fundo exige que as instituições antecipem contribuições equivalentes a até 84 meses e absorvam uma cobrança adicional de 6 pontos-base ao ano.

Como funciona o novo modelo do FGC

O cronograma prevê três etapas de adiantamento: 60 meses ao longo de 2026, mais 12 meses em 2027 e outros 12 em 2028. Conforme reportou o NeoFeed, o Citi calculou o impacto usando como custo de oportunidade 100% do CDI, assumindo que o dinheiro travado no adiantamento deixa de render a taxa básica. O efeito varia conforme o tamanho da base de depósitos de cada instituição.

Bancos tradicionais sentem mais o peso

No recorte do Citi, Banco do Brasil (1,9%), Bradesco (1,8%) e Inter (1,6%) lideram o ranking de impacto sobre o lucro. Santander Brasil aparece com 1,5%, Banco ABC Brasil com 1,4% e Itaú Unibanco com 1,3%. O Nubank, com modelo de negócio mais enxuto e base menor de depósitos tradicionais, registra o menor efeito: 0,4%. A pressão sobre o capital principal deve ficar em torno de 8 pontos-base para o conjunto do sistema.

Estratégias para mitigar custos

Os bancos já trabalham alternativas para reduzir o impacto. A principal via é redirecionar depósitos compulsórios, que ficam parados no Banco Central sem remuneração, para financiar a antecipação ao FGC. Outra frente é acelerar ganhos de eficiência e digitalização. A terceira opção, mais sensível, envolve repricing de crédito — repassar parte do custo ao tomador final em linhas onde a elasticidade permite ajustes sem perda relevante de volume.

A mudança institucional foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional em 22 de janeiro de 2026, ampliando a flexibilidade do FGC para ajustar alíquotas e determinar antecipações. O Banco Central deve formalizar o cronograma de parcelamento entre março e maio, com implementação no primeiro semestre. Como a exigência é extraordinária, não está descartada alguma flexibilização na aplicação da regra, dependendo da avaliação do BC sobre o capital disponível no sistema.

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