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Adyen leva Pix e carteiras digitais aos balcões da TAP

A TAP passa a aceitar Pix, carteiras digitais e aproximação nos guichês de aeroportos no Brasil, começando por Guarulhos, em parceria com a Adyen.

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· 3 min

Atualizado em

Wirestock Creators / Shutterstock.com

A TAP Air Portugal passou a aceitar Pix nos guichês de aeroportos brasileiros, começando por Guarulhos, em uma modernização feita com a Adyen. Os balcões físicos ganham também carteiras digitais, como Google Pay e Apple Pay, e pagamento por aproximação, recursos que antes só existiam no online. O Pix já operava no e-commerce da companhia há cerca de dois anos.

A TAP no Brasil e o peso do Pix

Métrica Dado
Passageiros no Brasil (2025) 2,17 milhões
Voos semanais Brasil–Portugal mais de 100
Cidades atendidas 14 (15 com São Luís)
Pix nas vendas do site cerca de 10%

Operação da TAP no Brasil e uso do Pix. Fonte: Valor Econômico

Como fica o pagamento nos guichês da TAP

A novidade já está no Aeroporto Internacional de Guarulhos e deve chegar nos próximos dias ao Galeão, no Rio, e ao aeroporto do Recife. Numa primeira fase, a companhia estende a solução aos 22 pontos de venda que mantém no país e, até o fim do ano, aos demais aeroportos onde opera. Além do Pix, os balcões passam a aceitar carteiras digitais como Apple Pay e Google Pay e pagamento por aproximação.

Do lado da tecnologia, a Adyen consolida todos os meios em uma única plataforma, numa relação com a TAP iniciada em 2013. “O Pix é a grande inovação nos aeroportos”, disse João Frias, líder de Estratégia de Pagamentos e Prevenção a Fraudes da TAP Air Portugal. Segundo ele, o recurso atende a um pedido recorrente do passageiro brasileiro: “Havia aqui uma grande demanda dos nossos clientes quando iam às nossas lojas: ‘Ai, eu não posso pagar com Pix?’. Infelizmente, ainda não, mas agora já temos.”

Liquidação instantânea e a disputa pelo balcão

Um atrativo do Pix para a companhia é a liquidação imediata. “A liquidação do Pix é praticamente imediata […], enquanto a liquidação do cartão, se for à vista, o que não é muito comum, é de 30 dias e, naturalmente, com o parcelamento, ocorre mês após mês”, afirmou Frias. A TAP ainda não tem métricas do impacto, mas espera que o Pix presencial supere sua fatia atual de cerca de 10% nas vendas online, já que os tíquetes no aeroporto tendem a ser menores.

A aposta tenta resolver um gargalo do setor. Segundo estudo da própria Adyen citado pela companhia, 53% das empresas de hospitalidade e viagens apontam sistemas de pagamento fragmentados como ineficientes, e 66% dizem que a falta de dados centralizados dificulta a prevenção a fraudes e a inovação. Além da TAP, a Gol também já implementou Pix e pagamento por aproximação nos guichês de aeroportos brasileiros pela Adyen.

O que observar

O movimento leva o Pix do e-commerce para o atendimento presencial de alto fluxo, onde o cartão e o dinheiro ainda dominam. Vale acompanhar se a liquidação instantânea, que chega em segundos contra o ciclo de 30 dias do cartão à vista, muda o cálculo de capital de giro para empresas com muitas transações de balcão. Para o passageiro, o teste é se o tempo de atendimento cai de fato.

A pergunta de fundo é sobre o mix de pagamentos. Se a fatia do Pix no presencial superar a do online, companhias aéreas e varejistas de alto tráfego passam a ter incentivo maior para empurrar o meio instantâneo, o que reabre a discussão sobre a receita de intercâmbio que sustenta o modelo de cartões. O ponto a observar é quanto dessa migração é escolha do consumidor e quanto é estímulo do lojista.

Fontes: Valor EconômicoAeroin

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