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RegulaçãoInternacional · Bank of Lincoln County

Trump assina ordem contra fraudes e crimes cibernéticos

Medida exige plano nacional e coordenação entre bancos e governo após perdas de US$ 16,6 bilhões em 2024

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira uma ordem executiva para combater crimes cibernéticos e esquemas de fraude. A medida aconteceu um dia após audiência no Congresso que revelou perdas de US$ 16,6 bilhões com fraudes em 2024, alta de 33% em relação ao ano anterior.

A ordem determina uma revisão completa para identificar ferramentas operacionais, técnicas, diplomáticas e regulatórias que possam ser aprimoradas contra organizações criminosas transnacionais. Além disso, exige a apresentação de um plano de ação para mapear grupos criminosos envolvidos em golpes e propor soluções para desmantelar suas operações.

Coordenação entre governo e setor financeiro

Trump também instruiu o procurador-geral a priorizar processos contra fraudes cibernéticas e recomendar um programa para devolver recursos apreendidos às vítimas. A Consumer Bankers Association elogiou a iniciativa, afirmando que há muito defende uma estratégia governamental integrada para proteger consumidores e seu dinheiro.

A ordem foi emitida após audiência no subcomitê de instituições financeiras da Câmara dos Representantes, onde executivos de bancos e cooperativas de crédito destacaram a necessidade de melhor coordenação entre credores, autoridades policiais e governo. Segundo o Banking Dive, o congressista Andy Barr classificou o problema como “impressionante”.

Desafios no combate às fraudes

Gay Dempsey, CEO do Bank of Lincoln County, relatou aumento significativo de fraudes com cheques e golpes de impostores facilitados por redes sociais e caixas eletrônicos de bitcoin. O banco, com US$ 225 milhões em ativos, investe tempo e recursos consideráveis em educação do consumidor e treinamento de funcionários, já que perdas com fraudes superam as perdas com empréstimos.

Kate McKune, do Park Community Credit Union, apontou limitações de recursos das autoridades policiais. Patrick McDade, do EverBank, destacou que golpes de personificação são especialmente perigosos porque corroem a confiança dos clientes. Os executivos defenderam legislação como o Transaction Risk Analytics and Collaborative Exchange Act, que criaria um marco para compartilhamento seguro de informações sobre fraudes entre instituições financeiras.

Para mais informações sobre segurança digital e regulação bancária internacional, confira as matérias sobre tecnologia financeira no Let’s Money.

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