O mercado de Banking as a Service deve passar por consolidação acelerada no segundo semestre de 2026, com o número de prestadoras encolhendo de mais de 100 para cerca de 40, segundo projeção de Rogério Melfi, diretor executivo da ABBAAS (Associação Brasileira de Banking as a Service).
BaaS em números: antes e depois da regulação
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Provedores no mercado hoje | Possivelmente mais de 100 (número exato desconhecido) |
| Provedores após consolidação | ~40, segundo estimativa da ABBAAS |
| Pedidos de licença ao BC (antes) | ~15 por mês |
| Pedidos de licença ao BC (agora) | ~2 por mês |
| Prazo de adaptação às regras | 31 de dezembro de 2026 |
Dados citados por Rogério Melfi em entrevista. Fonte: Mobile Time
Regulação como catalisador: queda de 15 para 2 pedidos por mês
A consolidação tem dois motores. O primeiro é a competição natural do setor, que tende a eliminar provedores sem escala suficiente. O segundo é regulatório: a regulação do BaaS, anunciada pelo Banco Central no fim de 2025, elevou a exigência para operar no segmento. O efeito já é visível: o BC recebia cerca de 15 pedidos de licença por mês antes do endurecimento das regras; agora a média é de dois por mês, segundo Melfi, com base em apresentação recente do próprio regulador. O prazo final para que as empresas se adaptem às novas exigências é 31 de dezembro de 2026, o que deve pressionar fusões e aquisições no segundo semestre.





