O Banco Central afirmou que a liquidação extrajudicial do Will Bank foi uma medida inevitável após o agravamento da situação financeira da instituição, especialmente depois do descumprimento de pagamentos à Mastercard. Segundo o BC, a falha ocorreu em 19 de janeiro e levou ao bloqueio da participação da fintech no arranjo de pagamentos da bandeira, acelerando o desfecho do caso.
Em comunicado, o Banco Central do Brasil explicou que a Will Financeira vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) desde novembro, quando foi decretada a liquidação do Banco Master, seu controlador. Naquele momento, o BC avaliou que havia possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento da controlada.
Essa alternativa, no entanto, não se confirmou. De acordo com o regulador, a deterioração da capacidade financeira da Will Financeira tornou inviável qualquer tentativa de continuidade. O BC cita explicitamente o comprometimento da situação econômico-financeira, a insolvência e o vínculo de controle com o Banco Master como fundamentos para a decisão.
Falta de pagamento à Mastercard foi gatilho
O ponto de inflexão, segundo o Banco Central, foi o descumprimento da grade de pagamentos com a Mastercard. A falha levou ao bloqueio da participação do Will Bank no sistema da bandeira, o que, na prática, inviabilizou a operação normal da instituição e precipitou a liquidação extrajudicial.
Até então, o RAET havia sido adotado justamente para tentar preservar a fintech enquanto se buscava uma solução de mercado. Com o não pagamento e a perda de acesso à infraestrutura de pagamentos, o cenário mudou de forma definitiva.






